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Questão de Português — Sintaxe — FCC 2019

PortuguêsSintaxe
Código
fc057924
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2019
Cargo
Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular na frase:
  1. ANem ao sonho, nem à realidade (caber) fazer restrições, uma vez que ambos sempre se compuseram em nossas experiências.
  2. BSempre (haver) de precipitar-se desavenças inúteis e inconsequentes entre os idealistas puros e os realistas radicais.
  3. CNão (constar) em nosso passado de civilizados incongruências fatais entre sonhos e desejos possíveis.
  4. DÉ comum que mesmo numa relação familiar (atingir) uma proporção inaudita as desavenças entre idealistas e realistas.
  5. ENão deixa de ser uma ironia que a idealistas e realistas (poder) eventualmente contrapor-se os indiferentes ao destino humano.
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GabaritoA — Nem ao sonho, nem à realidade (caber) fazer restrições, uma vez que ambos sempre se compuseram em nossas experiências.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância Verbal – Verbo no Singular

Gabarito: letra A. A única frase em que o verbo entre parênteses deve ser flexionado no singular é a alternativa A, pois o sujeito do verbo "caber" é a oração subordinada substantiva "fazer restrições" (sujeito oracional), que exige verbo na 3ª pessoa do singular. Nas demais alternativas, os sujeitos são plurais, exigindo verbos no plural.

  1. 1Localizar o sujeito
  2. 2Sujeito oracional?
  3. 3[+] Verbo no singular
  4. 4Sujeito plural?
  5. 5[-] Verbo no plural
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Nem ao sonho, nem à realidade (caber) fazer restrições"

O sujeito de "caber" é a oração "fazer restrições". Trata-se de um sujeito oracional, que exige o verbo na 3ª pessoa do singular: cabe. Portanto, a flexão no singular é obrigatória.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Sempre (haver) de precipitar-se desavenças inúteis e inconsequentes"

A locução "haver de" é pessoal e deve concordar com o sujeito "desavenças" (plural). Assim, o correto é hão de precipitar-se. A banca tenta confundir com o verbo "haver" impessoal (existir), mas aqui ele é auxiliar de locução, não impessoal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Não (constar) em nosso passado de civilizados incongruências fatais"

O sujeito é "incongruências fatais" (plural), posposto ao verbo. O verbo "constar" deve flexionar-se no plural: constam. Portanto, não cabe o singular.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"É comum que mesmo numa relação familiar (atingir) uma proporção inaudita as desavenças"

O sujeito de "atingir" é "as desavenças" (plural). Na oração subordinada, o verbo deve ficar no plural: atinjam. Singular seria incorreto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Não deixa de ser uma ironia que a idealistas e realistas (poder) eventualmente contrapor-se os indiferentes"

O sujeito de "poder" é "os indiferentes" (plural). O verbo deve ser flexionado no plural: possam. Não há razão para o singular.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa B é a mais traiçoeira, pois muitos candidatos aplicam a regra de impessoalidade do verbo "haver" (singular) sem perceber que, na locução "haver de", o verbo auxiliar concorda com o sujeito. A pegadinha é a troca de conceito entre uso impessoal e locução pessoal.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Gabarito: letra A

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