Segundo parágrafo: o limite como reconhecimento para expandir
Gabarito: letra C. O autor, no segundo parágrafo, defende que as dificuldades com a linguagem são limites que devem ser reconhecidos quando se almeja uma maior capacidade expressiva. A passagem que ancora essa ideia é:
“Aprende-se com isso o limite que é nosso, a fronteira onde se detém nossa capacidade de expressão. Esse aprendizado sofrido não deixa de ser um ganho: faz-nos querer alargar os domínios da nossa capacidade expressiva.”
A expressão “alargar os domínios” equivale a “alcançar uma maior capacidade expressiva”, e o “aprendizado sofrido” consiste justamente em reconhecer o limite. Logo, a alternativa C é uma paráfrase fiel do trecho.
Alternativa A — ❌ Incorreta (extrapolação)
Afirma que o caminho é “tão mais acidentado quanto mais criativas são as pessoas”. O texto não estabelece essa correlação entre criatividade e dificuldade; apenas diz que o caminho é longo, sem comparar graus.
Alternativa B — ❌ Incorreta (contradiz o texto)
Diz que o aprendizado passa pela “plena superação dos limites”. O texto, porém, afirma que se aprende o limite e que isso motiva a alargar os domínios, mas não prega superação plena — aliás, o limite é aceito como definidor (“O que nos limita é também o que nos define”).
Alternativa C — ✅ Correta (paráfrase do texto)
Conforme comprovado acima.
Alternativa D — ❌ Incorreta (opinião embutida / restringe)
Insere um elemento que o texto não defende: que o “sofrimento com as palavras” seria um estágio necessário apenas para quem acredita que grandes ideias são suporte de uma competente redação. O texto fala de um “aprendizado sofrido” para todos que passam da ideia ao papel, sem essa condicionante.
Alternativa E — ❌ Incorreta (fora do escopo / troca de conceito)
Menciona “pensamento determinista” e “adequada justificativa de seus limites”, ideias ausentes do segundo parágrafo. O autor apenas diz “Não é o caso de desanimar”, sem envolver determinismo ou justificativa.