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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc058194
Banca
FCC
Órgão
Câmara de Fortaleza - CE
Ano
2019
Tanto tempo que a gente não se vê. (1° parágrafo)O sentido da frase acima está mantido em discurso indireto do seguinte modo:Ele percebeu que
  1. Ahá muito que já não haveremos de nos ver.
  2. Bfaria bastante tempo sem que nós nos víssemos.
  3. Chaveria muito tempo que eles não tinham se visto.
  4. Dhouvera bastante tempo que não se verão.
  5. Efazia muito tempo que eles não se viam.
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GabaritoE — fazia muito tempo que eles não se viam.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Discurso indireto – transformação de tempo e pessoa

Gabarito: letra E. A frase original, em discurso direto, é "Tanto tempo que a gente não se vê". No discurso indireto, com o verbo introdutor no passado (percebeu), o presente "vê" deve passar para o pretérito imperfeito "viam", e a expressão "tanto tempo que" deve ser reescrita com o verbo "fazer" no imperfeito: "fazia muito tempo que". A alternativa E é a única que respeita essa correlação: "fazia muito tempo que eles não se viam".

Trecho original: "Tanto tempo que a gente não se vê."

Alternativa A — ❌ Incorreta

"há muito que já não haveremos de nos ver" — emprega futuro do presente ("haveremos"), incompatível com o verbo introdutor no passado. Além disso, a locução "haver de" altera o sentido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"faria bastante tempo sem que nós nos víssemos" — usa futuro do pretérito ("faria") e subjuntivo ("víssemos"), inadequados para uma declaração simultânea à percepção passada. O correto seria o imperfeito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"haveria muito tempo que eles não tinham se visto" — o futuro do pretérito ("haveria") e o pretérito mais-que-perfeito ("tinham se visto") indicam anterioridade em relação ao passado, mas o original expressa um estado presente na época da lembrança; portanto, deveria ser imperfeito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"houvera bastante tempo que não se verão" — "houvera" (mais-que-perfeito) e "verão" (futuro do presente) criam uma combinação temporal impossível: o mais-que-perfeito exige um passado, e o futuro, um presente ou futuro. Totalmente desconectada do sentido original.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"fazia muito tempo que eles não se viam" — perfeita transposição:

  • O presente "não se vê" → imperfeito "não se viam" (simultaneidade em relação ao passado "percebeu").

  • A expressão "tanto tempo que" é reescrita com "fazia muito tempo que", mantendo a ideia de duração.

  • O pronome "a gente" (1ª pessoa do plural informal) passa a "eles" (3ª pessoa), pois quem fala na lembrança é o narrador, e na fala reportada o sujeito muda conforme a perspectiva do discurso indireto.

Conclusão: A única alternativa que respeita a correlação temporal e a mudança de pessoa no discurso indireto é a letra E.

Gabarito: letra E

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