Um segmento textual está corretamente substituído em:
Apara definir igualdade / com o intuito de definir igualdade (5º parágrafo)
Btive de lembrar / fui obrigado à lembrar (3º parágrafo)
CQualquer francês lhe dirá / Qualquer francês dirá à você (5º parágrafo)
D“Parem o mundo, que eu quero descer!” / “Parem o mundo, porquê eu quero descer!” (1º parágrafo)
EAcredito que o leitor / Creio de que o leitor (1º parágrafo)
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — para definir igualdade / com o intuito de definir igualdade (5º parágrafo)
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Substituição de segmentos — Correção gramatical e semântica
Gabarito: letra A. A única alternativa que mantém a correção gramatical e o sentido original do texto é a A, pois "com o intuito de definir igualdade" é uma paráfrase válida de "para definir igualdade", sem qualquer erro de regência ou crase. As demais alternativas falham ao introduzir crase indevida ou desvios de regência, como se comprova a seguir.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"para definir igualdade" (5º parágrafo)
A expressão "com o intuito de definir igualdade" substitui adequadamente o original. Ambas veiculam a ideia de finalidade, e não há crase envolvida ("intuito" é palavra masculina). A substituição é semântica e sintaticamente equivalente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"tive de lembrar" → "fui obrigado à lembrar"
O erro está na crase diante de verbo. "Lembrar" é um verbo, e antes de verbos não se usa crase (a preposição "a" aparece, mas sem artigo). O correto seria "obrigado a lembrar". A banca, portanto, introduziu crase indevida.
NÃO CAIA NESSA!
Aplicação incorreta da regra de crase: o candidato pode ser levado a achar que "obrigado a" exige crase, mas diante de verbo a crase é proibida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Qualquer francês lhe dirá" → "Qualquer francês dirá à você"
O pronome "você", por ser de tratamento, não admite artigo definido, portanto não ocorre a fusão preposição+artigo que justifica a crase. O correto seria "a você" (sem crase). A forma original com "lhe" é indireta e correta.
NÃO CAIA NESSA!
Crase antes de pronomes de tratamento: regra básica — crase é proibida antes de pronomes pessoais do caso reto e de tratamento (exceto senhora/senhora).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Parem o mundo, que eu quero descer!" → "Parem o mundo, porquê eu quero descer!"
"Porquê" (escrito junto e com acento) é um substantivo (sinônimo de "motivo"), não uma conjunção causal. Na frase, o sentido é de causa: "porque" (junto, sem acento) seria a forma correta. A substituição altera o sentido e é gramaticalmente inadequada.
NÃO CAIA NESSA!
Confusão entre "porque" (conjunção causal) e "porquê" (substantivo). No contexto, exige-se a conjunção.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Acredito que o leitor" → "Creio de que o leitor"
O verbo "crer" rege diretamente a conjunção "que" sem preposição (ex.: "Creio que"). A construção "Creio de que" é considerada desvio de regência (uso indevido da preposição "de") na norma culta. A forma original "Acredito que" está correta.
PEGA ESSA DICA!
Verbos como "crer", "dizer", "afirmar" não exigem preposição antes de "que". Memorize: "Crer que", "Dizer que", "Afirmar que".
Conclusão: Apenas a alternativa A apresenta substituição correta, mantendo sentido e obediência à norma culta, especialmente no tocante ao uso da crase e regência.
PEGA ESSA DICA!
Cara a cara não tem crase, isto é fácil de guardar; com palavra repetida não se deve 'crasear'
Em expressões com palavra feminina repetida (cara a cara, gota a gota, frente a frente, dia a dia) NÃO se usa crase.