Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019
Português›Interpretação de Textos
Código
fc058395
Banca
FCC
Órgão
RIOPRETOPREV
Ano
2019
De acordo com o autor do texto, entre Chico Buarque e Santo Agostinho há um ponto comum: ambos
Alembram que a toda alegria corresponde uma alta dose de privações.
Bconsideram a felicidade como a fruição maior a ser alcançada na vida.
Cacham que a alegria está entre os dons concedidos para o uso humano.
Ddefendem a tese de que a alegria é para os poucos que logram merecê-la.
Eveem a felicidade como um sentimento que não tem um fim em si mesmo.
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GabaritoB — consideram a felicidade como a fruição maior a ser alcançada na vida.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Aprendizes da alegria
Gabarito: letra B. O texto explicita que Chico Buarque deseja que a filha seja "da alegria sempre uma aprendiz" (fruição/gozo) e que Santo Agostinho divide as coisas em "usadas" e "usufruídas", sendo a felicidade o propósito maior – prazer. Ambos convergem ao considerar a felicidade/fruição como o objetivo supremo da vida.
"Haverá coisa maior que se possa desejar? A felicidade é voltar a ser criança. As crianças sabem muito bem disto: que o propósito maior da vida é o prazer." "Santo Agostinho, de ortodoxia inquestionável, também sabia disso, e dizia que as coisas da vida se dividem em duas classes: coisas para serem usadas e coisas para serem usufruídas."
A alternativa B parafraseia corretamente essa ideia central.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação de que "a toda alegria corresponde uma alta dose de privações" não tem amparo no texto. Em momento algum o autor associa alegria a privações. Erro: extrapolação (fora_do_escopo).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme demonstrado, tanto Chico ("aprendiz da alegria") quanto Santo Agostinho ("coisas para serem usufruídas") tratam a felicidade como a fruição maior, o prazer como fim último. Paráfrase fiel do texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto distingue "uso" de "fruição". A alegria é fruída, não usada. Dizer que a alegria é "para o uso humano" contradiz a classificação de Santo Agostinho, que coloca a fruição (alegria) como fim e o uso como meio. Erro: troca de conceito (troca_termo).
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto não menciona que a alegria é privilégio de poucos ou que depende de merecimento. Pelo contrário, as crianças como exemplo mostram que o prazer é acessível a todos. Erro: extrapolação (fora_do_escopo).
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto defende que a felicidade é um fim em si mesma ("objetos de fruição"), e não que "não tem um fim em si mesmo". A alternativa inverte o sentido, pois a felicidade é exatamente um fim. Erro: contradiz o texto (troca de sentido).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "uso" e "fruição" (alternativa C) e inverte a conclusão sobre finalidade (alternativa E). Fique atento aos pares antônimos e à classificação dicotômica feita pelo autor.