A expressão "É um paradoxo" no texto de Gaudêncio Firmino
Gabarito: letra B. A expressão "É um paradoxo" se refere diretamente ao fenômeno descrito na frase seguinte: "o de algo permanecer vivo quando tudo que o produziu já feneceu". O texto explica que obras de arte grandes "funcionam como espelhos possíveis de cada momento" e "ameaçam eternizar-se" justamente por sua maleabilidade, mas o paradoxo está em que elas continuam vivas enquanto o contexto original ("tudo que o produziu") desapareceu. A alternativa B parafraseia corretamente essa ideia.
"É um paradoxo, este, o de algo permanecer vivo quando tudo que o produziu já feneceu."
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não menciona que as obras “se programaram para uma curta duração”. Pelo contrário, a ideia é que elas permanecem independentemente da intenção inicial.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Perfeita paráfrase. A obra resiste ao tempo que “já apagou tudo o que a fizera nascer” – expressão que corresponde a “tudo que o produziu já feneceu”. A alternativa capta exatamente o paradoxo apontado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O texto afirma que a obra se atualiza e se transforma com o tempo, não que “mais apegada às suas origens” ela dure mais. A maleabilidade é a chave, não o apego.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O texto fala em “maleabilidade” das obras e em capacidade de refletir dinamicamente os tempos. Afirmar “pouca maleabilidade” inverte o sentido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O texto diz que as obras “funcionam como espelhos possíveis de cada momento” – logo, quanto mais espelham, mais resistem. A alternativa diz o oposto (“quanto menos as espelham”).