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Questão de Economia — Macroeconomia — FCC 2020

EconomiaMacroeconomia
Código
fc058984
Banca
FCC
Órgão
AL-AP
Ano
2020
Cargo
Analista Legislativo - Economista
A condição de equilíbrio da relação Dívida Pública/PIB é dada pela fórmulah = d . [(i − g) / (1 + g)] − sonde:h = superávit primário do setor público como proporção do PIBd = relação dívida bruta do setor Público/PIBg = taxa de variação percentual do PIB nominali = taxa nominal de juross = razão senhoriagem/PIBA fórmula indica o superávit primário (como proporção do PIB) requerido para estabilizar a relação dívida/PIB, ou superávit primário de equilíbrio. Com base nesta fórmula,
  1. Auma elevação da relação dívida/PIB causada exclusivamente por pagamentos dos serviços de juros sobre o estoque da dívida reduz o superávit primário de equilíbrio.
  2. Bna ausência de receitas de senhoriagem, se a taxa de crescimento da economia exceder a taxa de juros nominal, o governo pode praticar déficits fiscais sistemáticos, sem ameaçar a estabilidade da dívida.
  3. Ca emissão primária de moeda é uma alternativa prioritária para a estabilização da dívida, dada seu efeito sobre as receitas de senhoriagem.
  4. Da venda de ativos do Estado, como reservas internacionais e empresas estatais, se permitida legalmente para fins de amortização da dívida pública, elevam o esforço fiscal necessário para estabilizar a razão dívida/PIB.
  5. Ecrescimento econômico causado por melhorias na produtividade geral da economia eleva, ceteris paribus, o superávit primário que estabiliza a dívida pública.
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GabaritoB — na ausência de receitas de senhoriagem, se a taxa de crescimento da economia exceder a taxa de juros nominal, o governo pode praticar déficits fiscais sistemáticos, sem ameaçar a estabilidade da dívida.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dinâmica da Dívida Pública/PIB

Gabarito: letra B. A fórmula dada define o superávit primário (h) necessário para estabilizar a relação dívida/PIB (d). Quando a taxa de crescimento nominal (g) supera a taxa de juros nominal (i), o termo (i-g) torna-se negativo, e com s=0, h assume valor negativo – ou seja, o governo pode operar com déficits primários e ainda assim ver a dívida/PIB se estabilizar ou cair. A alternativa B capta exatamente essa condição.


  1. 1↑ d (dívida/PIB)↑ h (maior esforço fiscal)
  2. 2g > i (crescimento > juros)h < 0 (déficit possível)
  3. 3↑ s (senhoriagem)↓ h (menor esforço)
  4. 4↓ d (venda de ativos)↓ h (menor esforço)
  5. 5↑ g (produtividade)↓ h (menor esforço)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que um aumento de d causado pelo pagamento de juros reduz h. Pela fórmula, h = d·(i-g)/(1+g) – s. Um aumento de d eleva o produto d·(i-g)/(1+g), portanto aumenta (e não reduz) o superávit primário necessário para estabilizar a dívida.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Com s=0 e g > i, temos (i-g) < 0 → h < 0. Isso significa que o superávit primário de equilíbrio é negativo (déficit primário). O governo pode incorrer em déficits fiscais (primários ou nominais) sem que a dívida/PIB cresça, pois o crescimento econômico mais rápido que os juros “dilui” o estoque da dívida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A emissão primária de moeda gera receita de senhoriagem (s), que reduz o superávit primário necessário. Porém, dizer que é “alternativa prioritária” é enganoso: a senhoriagem costuma vir acompanhada de inflação, e seu uso é limitado. A fórmula não hierarquiza as fontes de financiamento; apenas indica que maior s permite menor h.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A venda de ativos, quando usada para amortizar dívida, reduz o estoque da dívida (d). Como h é diretamente proporcional a d, uma redução de d diminui o superávit primário de equilíbrio. Portanto, o esforço fiscal necessário cai, não sobe.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Um aumento da produtividade eleva a taxa de crescimento nominal (g). Na fórmula, o termo (i-g)/(1+g) diminui quando g aumenta – tanto pelo numerador menor quanto pelo denominador maior. Consequentemente, h diminui. Logo, o superávit primário requerido se reduz, não se eleva.

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