Análise da questão: fome de riqueza e poder como justificativa
Gabarito: letra D. A resposta está direta no segundo parágrafo: a fome de riqueza e poder é justificada como "a vontade de poder mandar os outros fazerem o que ele tem preguiça de fazer". A alternativa D parafraseia isso com "obtenção de meios que lhe permitam dominar seus semelhantes, obrigando-os às mais variadas tarefas".
"A fome de riqueza e poder do Homem não passa da vontade de poder mandar os outros fazerem o que ele tem preguiça de fazer, seja de trazer os seus chinelos ou construir suas pirâmides."
Alternativa A — ❌ Incorreta
A criação de obras de arte (Michelangelo, Proust) é citada no parágrafo seguinte como exemplo de grande arte fruto da preguiça, não como justificativa da fome de riqueza e poder. Erro: fora do escopo – a alternativa tangencia o tema, mas não responde ao que o enunciado pede.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto menciona que a contemplação (física e filosofia) é subproduto da indolência, mas não a relaciona como justificativa para fome de riqueza e poder. Erro: fora do escopo – extrapola a informação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não há menção a "substituição do talento pessoal pelo esforço" ou "invenção de grande repercussão política". O texto fala em mandar outros fazerem, não em substituir talento. Erro: fora do escopo – informação ausente.
Alternativa D — ✅ Correta
Conforme o trecho citado, a fome de riqueza e poder é justificada pelo desejo de dominar os outros e obrigá-los a tarefas. A alternativa D capta exatamente essa ideia com "meios que lhe permitam dominar seus semelhantes, obrigando-os às mais variadas tarefas". Correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto não fala em "improvisação de técnicas ineficazes" nem em "fracasso"; ao contrário, a preguiça é vista como motor de inovações bem-sucedidas. Erro: contradiz o texto – inverte o tom positivo.
Conclusão: A única alternativa que traduz fielmente a justificativa apresentada no segundo parágrafo é a letra D.