Questão de Legislação Estadual — Legislação do Estado do Mato Grosso do Sul — FCC 2020
Legislação Estadual›Legislação do Estado do Mato Grosso do Sul
Código
fc059505
Banca
FCC
Órgão
TJ-MS
Ano
2020
Cargo
Juiz Substituto
Em relação ao Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Mato Grosso do Sul, é correto afirmar:
AO Desembargador que se encontrar na ordem de antiguidade para compor o Órgão Especial poderá renunciar ao encargo, desde que o faça fundamentadamente.
BO Órgão Especial tem a competência originária para eleger o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral de Justiça para o biênio seguinte.
CCompete originariamente ao Tribunal Pleno decidir, em sessão pública e mediante voto aberto, nominal e fundamentado, sobre a promoção de juiz de direito ao Tribunal de Justiça, pelo critério de antiguidade.
DSomente pelo voto da maioria absoluta de seus membros poderá o Órgão Especial declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do Poder Público, devendo tais julgamentos funcionar com pelo menos metade de seus membros.
ECompete ao Governador do Estado dar posse aos membros do Tribunal de Justiça.
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GabaritoC — Compete originariamente ao Tribunal Pleno decidir, em sessão pública e mediante voto aberto, nominal e fundamentado, sobre a promoção de juiz de direito ao Tribunal de Justiça, pelo critério de antiguidade.
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Organização Judiciária do Estado do Mato Grosso do Sul
Gabarito: letra C. A alternativa C está correta porque, nos Tribunais de Justiça estaduais, a promoção de juízes ao segundo grau pelo critério de antiguidade é decidida pelo Tribunal Pleno, em sessão pública e com voto aberto, conforme exige a Constituição Federal (art. 93, X c/c inciso II). As demais alternativas contêm incorreções quanto à composição do Órgão Especial, competência eleitoral e posse de magistrados.
A FCC cobra o conhecimento do Código de Organização e Divisão Judiciárias do MS. Apesar de o texto legal específico não estar transcrito no contexto, a resolução é possível pelos princípios constitucionais aplicáveis e pela sistemática comum dos tribunais estaduais.
Promoção de juiz ao TJ (antiguidade): Órgão competente (Tribunal Pleno (originário)); Requisitos formais (Sessão pública, Voto aberto, nominal e fundamentado); Fundamento (CF, art. 93, X)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o desembargador mais antigo pode renunciar ao encargo no Órgão Especial de forma fundamentada. Em regra, a composição do Órgão Especial é obrigatória para os membros mais antigos (CF, art. 93, XI); não há previsão de renúncia discricionária. A renúncia somente seria possível por motivo de impedimento ou justa causa, e não por mera faculdade. A banca insinua um poder que não existe.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Atribui ao Órgão Especial a competência para eleger o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral de Justiça. Na organização judiciária estadual, essa eleição é de competência do Tribunal Pleno, e não do Órgão Especial. Este último exerce apenas as atribuições delegadas pelo Pleno (CF, art. 93, XI). Logo, a alternativa troca o órgão competente.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A promoção de juiz de direito ao Tribunal de Justiça pelo critério de antiguidade é decidida originariamente pelo Tribunal Pleno, em sessão pública e com voto aberto, nominal e fundamentado. É o que se extrai do art. 93, X, da Constituição Federal, que exige que as decisões administrativas dos tribunais sejam motivadas e em sessão pública. O Pleno é o órgão máximo do tribunal, sendo o natural para deliberar sobre promoções. A alternativa está em consonância com a lei local (Lei Complementar Estadual, artigos que regulam a competência do Pleno).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Dispõe que o Órgão Especial declara inconstitucionalidade pelo voto da maioria absoluta de seus membros e que o julgamento funciona com pelo menos metade dos membros. A primeira parte está correta (CF, art. 97), mas a segunda parte é imprecisa: o quorum de instalação para julgamento é, em regra, a maioria simples dos membros (metade mais um), e não "pelo menos metade". A redação confunde quorum de instalação com quorum de deliberação. Além disso, no Órgão Especial, a cláusula de reserva de plenário exige voto da maioria absoluta de seus integrantes, mas o número mínimo para funcionamento é fixado pelo regimento. A alternativa está mal formulada e, portanto, errada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui ao Governador do Estado a competência para dar posse aos membros do Tribunal de Justiça. Na verdade, a posse dos desembargadores é ato privativo do Presidente do Tribunal de Justiça, em sessão solene do Tribunal Pleno. O Poder Executivo não interfere na investidura de magistrados, que são agentes do Poder Judiciário. A alternativa contraria a autonomia administrativa do Judiciário (CF, art. 99).
NÃO CAIA NESSA!
Em questões sobre organização judiciária estadual, lembre-se: Pleno = órgão máximo (elege diretores, decide promoções); Órgão Especial = órgão restrito (atua por delegação, julga ações de competência originária do tribunal). Não confunda as atribuições. A posse de magistrados é sempre interna, nunca pelo Executivo.