Considere que um gestor da MANAUSPREV tenha se defrontado com circunstância que demandou uma tomada de decisão e tenha encontrado a orientação acerca da conduta a ser adotada em manual de procedimentos institucionais, contendo o conjunto de ações preconizadas para problemas correntes no setor. A situação narrada indica que a decisão tomada
Anão possui elemento volitivo, sendo tecnicamente considerada uma decisão institucional e não individual.
Bcorresponde a uma decisão classificada como programada, adequada para problemas já enfrentados anteriormente e cujo curso de ação para solução já é conhecido.
Cé classificada como ação não programada, que prescinde de elaboração intelectual e que não constitui uma decisão em sentido técnico.
Dé classificada como racional, categoria na qual se enquadram apenas as decisões com alto grau de automatização, em contraposição às de caráter criativo.
Eapresenta uma das principais falhas indicadas pela literatura, pois o agente abdicou indevidamente do elemento criatividade para a solução do problema.
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GabaritoB — corresponde a uma decisão classificada como programada, adequada para problemas já enfrentados anteriormente e cujo curso de ação para solução já é conhecido.
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Processo Decisório: Decisões Programadas
Gabarito: letra B. O enunciado descreve uma situação em que o gestor segue um manual de procedimentos institucionais para um problema corriqueiro — exatamente o conceito de decisão programada: escolhas padronizadas para problemas repetitivos, cujo curso de ação já é conhecido e previamente estabelecido pela organização (conforme o conteúdo de apoio sobre Decisões Programadas).
A questão testa a classificação das decisões quanto ao grau de estruturação. O manual de procedimentos funciona como uma regra ou rotina, típica de decisões programadas, adequadas para problemas já enfrentados e com solução predefinida.
Critério / Aspecto
Decisão Programada (Gabarito B)
Decisão Não Programada
Decisão Racional (Alternativa D)
Decisão sem Elemento Volitivo (Alternativa A)
Natureza do problema
Repetitivo, rotineiro, já enfrentado
Novo, não estruturado, inédito
Qualquer problema, com busca de solução ótima
Não se aplica (conceito equivocado)
Base para a decisão
Regras, manuais, procedimentos padronizados
Criatividade, julgamento, intuição
Análise lógica, dados, alternativas
Suposta ausência de vontade do agente
Grau de estruturação
Alto (problema estruturado)
Baixo (problema não estruturado)
Variável (depende do modelo)
Não se aplica
Exigência de elaboração intelectual
Sim (aplicar a regra ao caso concreto)
Sim (alta, pois exige solução nova)
Sim (alta, pois exige análise)
Não (a alternativa nega)
Relação com a criatividade
Baixa (segue padrão)
Alta (essencial)
Pode ou não envolver criatividade
Não se aplica
Exemplo no enunciado
Seguir manual de procedimentos para problema corrente
Criar uma solução inédita para um problema inesperado
Analisar custo-benefício de alternativas
Não há exemplo válido
Decisões programadas: Problemas repetitivos (Curso de ação conhecido, Regras/rotinas predefinidas); Exemplos (Manual de procedimentos, Normas institucionais); Características (Envolve volição (aplicar a regra), Decisão individual (gestor decide), Exige elaboração intelectual); Decisões não programadas (Problemas novos/inesperados, Solução criativa/sob medida)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a decisão "não possui elemento volitivo" e é "institucional e não individual". Isso é falso: mesmo uma decisão programada envolve vontade (volitivo) do agente ao aplicar a regra. Além disso, a decisão é individual (o gestor decide), embora baseada em norma institucional. O erro é confundir a origem da regra com a natureza da decisão.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A decisão é programada, pois o gestor recorreu a um manual de procedimentos — conjunto de regras padronizadas para problemas corriqueiros. O conteúdo de apoio define: "As decisões programadas referem-se a escolhas rotineiras e repetitivas que são tomadas para lidar com problemas cotidianos... padronizadas e aplicadas em situações que ocorrem regularmente". A alternativa descreve exatamente isso: problema já enfrentado, curso de ação conhecido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Classifica a decisão como "não programada", afirmando que "prescinde de elaboração intelectual" e "não constitui uma decisão em sentido técnico". Dois erros: (1) decisão programada não é sinônimo de não programada — aqui é programada; (2) decisões programadas são decisões técnicas, apenas mais rotineiras, e ainda exigem elaboração intelectual (aplicar a regra ao caso). A banca inverte os conceitos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que a decisão é "racional" e que nessa categoria se enquadram apenas decisões com "alto grau de automatização", em contraposição às criativas. Erro: toda decisão administrativa busca ser racional, mas o conceito de decisão racional (modelo racional) não se limita a automatizações. A alternativa confunde "racional" com "programada" e ainda restringe incorretamente. Decisões programadas são rotineiras, mas não necessariamente automatizadas; podem ser aplicadas pelo gestor de forma consciente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Alega que o uso do manual representa "uma das principais falhas" e que o gestor abdicou indevidamente da criatividade. Isso é incorreto: para problemas corriqueiros, o uso de procedimentos padronizados é eficiente e desejável, não uma falha. A criatividade é necessária para decisões não programadas, não para as rotineiras. A banca tenta fazer parecer que usar regras prontas é sempre ruim, o que não é verdade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre decisão programada e não programada, bem como a falsa ideia de que decisões padronizadas não são "decisões de verdade" ou que abdicam da racionalidade. Lembre-se: decisões programadas são plenamente válidas e racionais para problemas repetitivos. A alternativa D também troca "racional" por "automático" — fique atento a esses deslizes conceituais.