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Questão de Economia — Macroeconomia — FCC 2021

EconomiaMacroeconomia
Código
fc060147
Banca
FCC
Órgão
MANAUSPREV
Ano
2021
Cargo
Analista Previdenciário - Especialidade Economia
Considerando-se os instrumentos da política fiscal e seus efeitos sobre a distribuição de renda,
  1. Ateoricamente, uma estrutura tributária regressiva pode ser corrigida por uma regressividade maior do lado do gasto público, implicando um efeito positivo na distribuição dos benefícios.
  2. Bos conceitos de déficit público representam cálculos “acima da linha”, em que se explicitam o efeito do déficit na variação da dívida pública, pela ótica do seu financiamento.
  3. Ca progressividade dos impostos sobre a renda pessoal é não apenas uma possibilidade teórica, como é imune, na prática, a isenções, deduções e abatimentos concedidos pelo governo.
  4. Do conceito de dívida líquida do setor público é um cálculo “acima da linha”, dado pela soma das dívidas interna e externa do setor público, em todos os níveis de governo, junto ao setor privado.
  5. Ea distribuição dos benefícios dos gastos públicos varia de intensidade, de acordo com a natureza dos bens produzidos, entre públicos e semipúblicos.
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GabaritoA — teoricamente, uma estrutura tributária regressiva pode ser corrigida por uma regressividade maior do lado do gasto público, implicando um efeito positivo na distribuição dos benefícios.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Política Fiscal e Distribuição de Renda

Gabarito: letra A. A alternativa A expressa a ideia de que mesmo com tributação regressiva, o gasto público pode ter efeito compensatório sobre a distribuição de renda, gerando resultado líquido positivo. As demais alternativas contêm erros conceituais: confundem as metodologias de medição do déficit (acima vs. abaixo da linha), ignoram a influência de isenções na progressividade dos impostos, ou simplificam excessivamente a distribuição dos gastos.

A questão testa conhecimentos de finanças públicas, especialmente os efeitos distributivos da política fiscal e os conceitos de déficit e dívida. Vejamos cada alternativa.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Teoricamente, a política fiscal pode ter efeito redistributivo mesmo se a tributação for regressiva, desde que os gastos públicos sejam direcionados de forma progressiva (beneficiando proporcionalmente mais os pobres). A redação da alternativa usa "regressividade maior do lado do gasto", termo que à primeira vista parece contraditório, mas a banca interpreta como a capacidade de o gasto compensar a regressividade tributária. É o efeito líquido que importa. Portanto, a alternativa é considerada correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Inverte os conceitos de medição do déficit. O critério "acima da linha" mede o déficit diretamente pela diferença entre receitas e despesas (fluxo). Já o critério "abaixo da linha" mede o déficit pela variação da dívida pública, ou seja, pela ótica do financiamento. A alternativa diz exatamente o oposto: afirma que o conceito acima da linha explicita o efeito na variação da dívida. Erro clássico de prova.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a progressividade do imposto de renda pessoal é "imune" a isenções, deduções e abatimentos. Na prática, esses mecanismos podem reduzir a base tributável e, dependendo de quem se beneficia, diminuir a progressividade efetiva. Logo, a afirmativa é falsa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Também confunde as metodologias. A dívida líquida do setor público é um estoque; sua variação é medida pelo método "abaixo da linha". Além disso, a dívida líquida não é simples soma das dívidas interna e externa: ela deduz os ativos (créditos) do governo. Portanto, o conceito apresentado está equivocado tanto na classificação quanto na definição.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Embora a natureza dos bens (públicos, semipúblicos) influencie a distribuição dos benefícios, a afirmativa é imprecisa. A distribuição depende também da focalização dos gastos, do desenho dos programas e da interação com o sistema tributário. Além disso, o termo "semipúblicos" não é o mais usual na literatura (prefere-se "bens meritórios"). A banca considerou a alternativa incorreta por sua generalização excessiva.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa A usa a expressão "regressividade maior do lado do gasto público", que soa contraditória — o candidato pode descartá-la por isso. Já as alternativas B e D invertem deliberadamente os conceitos de "acima da linha" e "abaixo da linha", armadilha comum em questões de finanças públicas. Fique atento à definição exata de cada metodologia.

Gabarito: letra A.

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