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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2021

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc060973
Banca
FCC
Órgão
MANAUSPREV
Ano
2021
Depreende-se da leitura da fábula a seguinte moral:
  1. AAqueles que se fiam no próximo e aceitam renunciar a seus privilégios tornam-se presas fáceis daqueles que anteriormente os temiam.
  2. BHomens arrogantes que se põem a depreciar os mais poderosos, quando os enfrentam, imediatamente retrocedem.
  3. CSofrem com razão as pessoas que veem os frutos de seus próprios esforços serem levados pelo primeiro que aparece.
  4. DNão se deve menosprezar pessoa alguma, considerando-se que ninguém é tão fraco a ponto de não poder um dia se vingar de um ultraje.
  5. EAlgumas pessoas responsabilizam os outros inoportunamente, mesmo que deles estejam recebendo uma ajuda.
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GabaritoA — Aqueles que se fiam no próximo e aceitam renunciar a seus privilégios tornam-se presas fáceis daqueles que anteriormente os temiam.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fábula "O leão enamorado" — Inferência da moral

Gabarito: letra A. A fábula mostra que o leão, movido pelo amor, aceita abrir mão de suas presas e garras (seus "privilégios" naturais) e, ao fazê-lo, torna-se indefeso diante do lavrador, que antes o temia. A consequência é o leão escorraçado a porretadas. Essa sequência de causa e efeito autoriza a moral expressa na alternativa A.

"O leão, por amor, sujeitou-se com facilidade a todas as exigências e o lavrador, já sem nenhum receio dele, escorraçou-o a porretadas quando ele veio à sua casa."

A moral é que confiar no outro e renunciar às próprias defesas pode transformar quem era temido em presa fácil.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa parafraseia fielmente o ensinamento implícito: o leão confiou (fia-se no próximo), renunciou a seus "privilégios" (presas e garras) e, com isso, tornou-se presa fácil do lavrador, que antes o temia. Tudo está no texto: o lavrador "não suportava a ideia de entregar a filha a uma fera e, por medo, também não conseguia dizer não"; depois de o leão extrair as presas e aparar as garras, o lavrador "já sem nenhum receio dele, escorraçou-o a porretadas". A relação de causa e consequência é clara.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. A fábula não trata de homens arrogantes que depreciam os poderosos. O leão é apaixonado, não arrogante; o lavrador não o deprecia, mas sim o engana por medo. Não há confronto direto em que alguém retrocede. A moral é outra.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto / fuga ao tema. A fábula não aborda "frutos dos próprios esforços" nem "serem levados pelo primeiro que aparece". O leão não perde nenhum esforço; ele voluntariamente se desarma. O lavrador não se apropria de nada; apenas se livra do leão. Não há correspondência com a ação narrada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação / generalização indevida. Embora seja uma moral plausível em outras histórias ("não menospreze os fracos"), ela não se depreende desta fábula. O leão não menospreza o lavrador; ele o ama e confia. Quem age com desprezo é o lavrador, que "escorraçou-o a porretadas". A moral correta está centrada no erro do leão (confiar e se desarmar), não no poder de vingança do fraco. A alternativa D inverte o foco da lição.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. Não há na fábula ninguém que "responsabilize os outros inoportunamente" ou que esteja "recebendo ajuda". O lavrador não recebe ajuda do leão; ele é pressionado pelo pedido de casamento. O leão não responsabiliza ninguém. A alternativa inventa uma situação que não existe no texto.

Conclusão: A única moral compatível com a narrativa é a da alternativa A. As demais ou extrapolam, ou contradizem o enredo, ou fogem ao tema.

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