Diferença entre ciência e filosofia no texto de Giannetti
Gabarito: letra E. O autor afirma que a ausência de um critério bem definido de progresso na filosofia é parte da razão pela qual as obras filosóficas parecem resistir ao tempo. A alternativa E parafraseia corretamente essa ideia, sem restringir ou extrapolar. As demais alternativas ou restringem indevidamente, ou contradizem o texto, ou acrescentam informações não sustentadas.
Resolução
O comando é "De acordo com o autor" (compreensão). A resposta deve estar explícita ou diretamente parafraseada no texto. O texto diz:
"A diferença, é certo, resulta em parte da ausência de um critério bem definido de progresso na história da filosofia. Mas não é só."
E antes:
"Com a filosofia é diferente. [...] elas conseguem de algum modo driblar o tempo e falar diretamente aos espíritos vivos das novas gerações."
Portanto, a falta de um critério de progresso é uma das causas (não a única) da resistência dos clássicos filosóficos ao tempo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a diferença "restringe-se" a essa ausência. O texto diz "em parte" e "Mas não é só". A alternativa restringe o alcance do texto, cometendo generalização indevida.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a ausência extrapolou para a ciência e a contaminou. O texto não menciona contaminação alguma; é uma extrapolação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a filosofia assumiu "de forma irrestrita" a progressividade e alcançou o rigor científico. O texto, ao contrário, diz que a filosofia não tem um critério de progresso e que a ciência é progressiva. Há contradição e extrapolação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que o avanço científico resgatará os clássicos da ciência. O texto afirma que a ciência "destrói o seu passado" e reduz os clássicos a "peças de antiquário". Não há previsão de resgate. Contradiz o texto.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"A ausência de uma concepção rigorosa de progressividade no âmbito da filosofia é uma razão pela qual obras filosóficas parecem resistir à passagem do tempo." O texto diz que a ausência de critério de progresso é, em parte, a razão da diferença, e que essa diferença faz com que os clássicos filosóficos driblem o tempo. A alternativa usa "uma razão", mantendo a proporção correta, sem restringir a causa única. Paráfrase fiel.
Gabarito: letra E.