Questão de Português — Sintaxe — FCC 2022
- Código
- fc062014
- Banca
- FCC
- Órgão
- PGE-AM
- Ano
- 2022
- Cargo
- Analista Procuratorial
- Acondição.
- Bcausa.
- Cconsequência.
- Doposição.
- Ecomparação.
GabaritoC — consequência.
Gabarito: letra C. O termo "que" sublinhado no trecho "O progresso nos dá tanta coisa, que não nos sobra nada nem para desejar nem para jogar fora" introduz uma consequência. A estrutura "tanta... que" é típica das orações subordinadas adverbiais consecutivas, nas quais a oração iniciada por "que" expressa o resultado do que foi afirmado na oração principal.
"O progresso nos dá tanta coisa, que não nos sobra nada nem para desejar nem para jogar fora." (4º parágrafo)
No período, a oração principal contém o intensificador "tanta", que desencadeia o efeito expresso na oração subordinada. Não se trata de causa (motivo), mas de efeito (consequência). A banca explora a confusão entre valores semânticos da conjunção "que".
Condição – Exigiria uma conjunção condicional ("se", "caso") ou estrutura equivalente. O texto não estabelece hipótese.
Causa – A oração subordinada não explica por que o progresso dá tanta coisa; ela indica o que resulta dessa abundância. Causa seria expressa por "porque", "pois" etc.
Consequência – Confirmada pela estrutura "tanta... que", que expressa o resultado: a quantidade excessiva de coisas ofertadas pelo progresso tem como consequência a falta de espaço para desejo ou descarte.
Oposição – Exigiria conjunção adversativa ("mas", "porém", "contudo"). O trecho não apresenta contraste, mas efeito.
Comparação – Exigiria conjunção comparativa ("como", "mais... que", "tal qual"). A estrutura não estabelece paralelo entre dois elementos.
Sempre identifique a presença de intensificadores ("tanto", "tão", "tal") antes do "que" – eles são a marca das orações consecutivas. Se houver um intensificador, a relação é de consequência; caso contrário, o "que" pode ter outro valor (causal, integrante etc.).
Conclusão: A única alternativa correta é a letra C, que reconhece a relação de consequência instaurada pela conjunção "que" na estrutura intensiva "tanta... que".
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
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