Atenção: Leia a crônica “Cobrança”, de Moacyr Scliar, para responder à questão.
Empresas de cobrança usam técnicas abusivas, como tornar pública a dívida (1º parágrafo).
No trecho acima, o termo sublinhado introduz
Auma condição.
Buma justificativa.
Cum conselho.
Duma comparação.
Eum exemplo.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — um exemplo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
O valor de "como" em "como tornar pública a dívida": exemplo, não condição
Gabarito: letra E. O termo sublinhado "como" introduz um exemplo de técnica abusiva usada por empresas de cobrança. A passagem "Empresas de cobrança usam técnicas abusivas, como tornar pública a dívida" mostra que "tornar pública a dívida" é uma ilustração do que seriam essas técnicas — não uma condição, justificativa, conselho ou comparação.
A questão é de sintaxe e semântica do conectivo: precisamos identificar o valor que "como" assume no contexto. A chave está na relação entre a ideia geral ("técnicas abusivas") e o trecho sublinhado: este exemplifica aquela. Vejamos cada alternativa.
Valor do "como": Condição ("se", "caso", "desde que", hipótese necessária); Justificativa ("porque", "pois", "já que", explica a causa); Conselho (orientação ao leitor, verbo no imperativo); Comparação (confronta dois termos, "tão... como..."); Exemplo (gabarito) (equivale a "por exemplo", ideia geral + caso particular)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Condição seria introduzida por "se", "caso", "desde que" — e expressaria uma hipótese necessária para que algo ocorra. No trecho, não há qualquer relação de condicionalidade: "tornar pública a dívida" não é condição para as empresas usarem técnicas abusivas; é uma das técnicas que elas usam. O texto não diz "se tornarem pública a dívida, então...".
Alternativa B — ❌ Incorreta
Justificativa seria introduzida por "porque", "pois", "já que" — e explicaria a causa de algo. No trecho, "tornar pública a dívida" não explica por que as empresas usam técnicas abusivas; é uma espécie desse gênero. O texto não diz "as empresas usam técnicas abusivas porque tornam pública a dívida".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Conselho seria uma orientação ao leitor, algo como "torne pública a dívida". O trecho não tem valor injuntivo: não há verbo no imperativo nem intenção de aconselhar. "Tornar pública a dívida" é apenas a nomeação de uma prática, não uma recomendação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Comparação exigiria dois termos que se confrontam (ex.: "tão abusivo como tornar pública a dívida"). No trecho, não há segundo termo de comparação: "tornar pública a dívida" não é comparado a outra técnica; é apresentado como um caso de técnica abusiva.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O "como" aqui tem valor exemplificativo — equivale a "por exemplo". A estrutura é: ideia geral ("técnicas abusivas") + como + caso particular ("tornar pública a dívida"). O trecho sublinhado ilustra a afirmação anterior, especificando uma das técnicas. É o mesmo uso de "como" em "países como o Brasil" (Brasil é exemplo de país).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a polissemia do "como" — ele pode ser condicional, causal, comparativo, conformativo ou exemplificativo. A armadilha é o candidato decorar um valor e aplicá-lo sem verificar a relação real no texto. Aqui, a pista é a generalização ("técnicas abusivas") seguida de especificação ("tornar pública a dívida").
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar o valor de um conectivo, pergunte: "que relação ele estabelece entre o que vem antes e o que vem depois?" Se o depois é um caso do antes, é exemplo. Se é uma hipótese, condição. Se é uma causa, justificativa.
Gabarito: letra E — o "como" introduz um exemplo, pois "tornar pública a dívida" é uma das técnicas abusivas citadas para ilustrar a afirmação geral.