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A Teoria Geral do Emprego do Juro e da Moeda (1936), escrita por John Maynard Keynes, redefiniu o debate sobre os determinantes do emprego, da renda e da produção agregados nos anos 1930. Sobre Keynes e sua contribuição teórica, é correto afirmar:
ANa Conferência de Bretton Woods, em 1944, Keynes defendeu um regime de taxas de câmbio flutuantes centrado no dólar norte-americano.
BO nível de emprego agregado resulta da decisão dos empresários a respeito do consumo presente e do investimento futuro.
CA inflação é, em qualquer situação, resultado de excesso de demanda sobre a oferta disponível.
DMesmo em situações de ociosidade na economia, gastos públicos provocam a expulsão do setor privado (crowding out), agravando a ineficiência alocativa da economia.
EA taxa de juros é uma variável estritamente monetária que reflete o grau de incerteza percebida pelos agentes perante o futuro.
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GabaritoE — A taxa de juros é uma variável estritamente monetária que reflete o grau de incerteza percebida pelos agentes perante o futuro.
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Teoria Keynesiana e a Taxa de Juros
Gabarito: letra E. Na obra A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936), Keynes rompe com a visão clássica ao tratar a taxa de juros como um fenômeno estritamente monetário — o prêmio que os agentes exigem para abrir mão de liquidez, refletindo a incerteza sobre o futuro. Essa é a essência da preferência pela liquidez. As demais alternativas distorcem ou contradizem o núcleo do pensamento keynesiano.
Taxa de juros (Keynes): Natureza (Fenômeno monetário, Prêmio pela liquidez, Reflete incerteza futura); Determinantes (Preferência pela liquidez, Oferta monetária); Efeitos (Influencia investimento, Não equilibra poupança e investimento)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que em Bretton Woods (1944) Keynes defendeu câmbio flutuante centrado no dólar. Na verdade, Keynes propôs um sistema de taxas de câmbio fixas, mas ajustáveis, com a criação de uma moeda internacional (bancor), e não centrado no dólar. O dólar como âncora foi uma escolha americana que ele criticava. Erro: troca de regime (flutuante × fixo ajustável) e do papel do dólar.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o nível de emprego resulta da decisão dos empresários sobre consumo presente e investimento futuro. Keynes coloca o emprego como função da demanda efetiva, que depende do consumo e do investimento, mas estes não são decididos em conjunto; o investimento é determinado pelas expectativas de lucro (eficiência marginal do capital) e pela taxa de juros, enquanto o consumo depende da renda. A frase mistura conceitos de forma imprecisa e sugere uma visão intertemporal que não é central em Keynes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a inflação em qualquer situação é excesso de demanda sobre a oferta. Keynes reconhecia a inflação de demanda (hiato inflacionário), mas também admitia inflação de custos e, principalmente, situações de desemprego sem inflação (desemprego involuntário). A expressão "em qualquer situação" é generalizante e contraria a análise keynesiana de curto prazo com capacidade ociosa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sustenta que mesmo com ociosidade, gastos públicos geram crowding out e pioram a alocação. Para Keynes, em situação de desemprego, o aumento dos gastos públicos eleva a renda e a demanda agregada sem pressionar a taxa de juros (ou com pequeno efeito), não havendo crowding out relevante. Essa visão é própria dos clássicos/monetaristas, que criticam o expansionismo fiscal.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Keynes define a taxa de juros como o prêmio pela renúncia à liquidez, determinada pela oferta de moeda e pela preferência pela liquidez, que depende do grau de incerteza sobre o futuro. É, portanto, uma variável monetária, não real (como a poupança e a produtividade do capital, no modelo clássico). A frase capta com precisão a essência da teoria keynesiana da taxa de juros.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura elementos clássicos e keynesianos. Cuidado: a ideia de "crowding out" e emprego como decisão intertemporal são clássicas, não keynesianas. A taxa de juros em Keynes é monetária e psicológica, não real.