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Questão de Atualidades — Atualidades do ano de 2022 — FCC 2022

AtualidadesAtualidades do ano de 2022
Código
fc062983
Banca
FCC
Órgão
SEDU-ES
Ano
2022
Cargo
Agente de Suporte Educacional
Em 2022, começa a ser implementado o Novo Ensino Médio, nas turmas de primeira série. Isso significa queI. a autonomia dos alunos será ampliada, uma vez que parte das disciplinas a serem cursadas será escolhida por eles mesmos, entre cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino técnico.II. a carga horária do novo ensino médio, de no mínimo 2.400 horas, poderá ser completada com estágios profissionalizantes, escolhidos dentre os programas educacionais oferecidos por empresas parceiras da escola, do setor público ou privado.III. as disciplinas oferecidas no módulo Formação Técnica e Profissional serão determinadas pelas secretarias de educação de cada estado, a partir de parcerias com Institutos Federais (IFs) e universidades estaduais e federais.Está correto o que se afirma APENAS em
  1. AIII.
  2. BI.
  3. CII e III.
  4. DI e III.
  5. EI e II.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — I.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Novo Ensino Médio: reforma de 2022

Gabarito: letra B — apenas o item I está correto. O Novo Ensino Médio, implementado a partir de 2022, amplia a autonomia do estudante por meio dos itinerários formativos, que são escolhidos pelo aluno entre as áreas do conhecimento e a formação técnica e profissional. Os itens II e III distorcem a estrutura legal da reforma, que não prevê estágios profissionalizantes como complemento obrigatório da carga horária nem delega às secretarias estaduais a definição das disciplinas da formação técnica.

A reforma do Ensino Médio, instituída pela Lei nº 13.415/2017, alterou a estrutura dessa etapa da educação básica. O currículo passou a ser composto por uma parte comum — a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — e por itinerários formativos, que são conjuntos de disciplinas, projetos, oficinas e outras atividades que o estudante escolhe conforme seus interesses e projeto de vida. Essa escolha é o núcleo da "autonomia" mencionada no item I: o aluno deixa de ter um currículo totalmente homogêneo e passa a percorrer um percurso formativo próprio.

Os itinerários formativos estão organizados em quatro áreas do conhecimento — linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas — e na formação técnica e profissional. O item I, ao citar "cinco áreas de concentração", comete um erro ao incluir o "ensino técnico" como uma área de concentração, quando na verdade a formação técnica e profissional é um itinerário formativo próprio, não uma área do conhecimento. Apesar desse deslize na nomenclatura, a essência do item I — a ampliação da autonomia pela escolha de parte das disciplinas — está correta, e é isso que a banca considerou.

A carga horária mínima do Novo Ensino Médio é de 3.000 horas, distribuídas ao longo dos três anos, e não 2.400 horas como afirma o item II. Além disso, a ampliação da carga horária não é feita por meio de estágios profissionalizantes escolhidos entre programas de empresas parceiras. A formação técnica e profissional, quando ofertada, pode incluir estágio, mas isso não é a regra geral para completar a carga horária mínima — o item II mistura e distorce os institutos.

O item III também está incorreto. As disciplinas da formação técnica e profissional não são determinadas pelas secretarias estaduais de educação a partir de parcerias com Institutos Federais e universidades. A oferta da formação técnica e profissional é definida pelos sistemas de ensino, considerando as diretrizes nacionais, e pode envolver parcerias, mas a afirmação de que as secretarias estaduais determinam as disciplinas é uma simplificação incorreta do que prevê a legislação.

Novo Ensino Médio (Lei 13.415/2017)
  • 1Estrutura curricular
    • BNCC (parte comum)
    • Itinerários formativos (escolha do aluno)
      • 4 áreas do conhecimento
        • Linguagens
        • Matemática
        • Ciências da natureza
        • Ciências humanas
      • Formação técnica e profissional
  • 2Carga horária mínima
    • 3.000 horas
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Item I — ✅ Correto

O item I está correto em sua essência: o Novo Ensino Médio amplia a autonomia do estudante, que escolhe parte das disciplinas por meio dos itinerários formativos. A ressalva é que a nomenclatura "cinco áreas de concentração" não é a oficial — são quatro áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas) mais a formação técnica e profissional. Apesar disso, o núcleo da afirmação — a autonomia pela escolha — é verdadeiro, e foi isso que a banca considerou como correto.

Item II — ❌ Incorreto

O item II erra ao afirmar que a carga horária mínima do Novo Ensino Médio é de 2.400 horas. O mínimo estabelecido pela legislação é de 3.000 horas. Além disso, a complementação da carga horária não é feita por estágios profissionalizantes escolhidos entre programas de empresas parceiras. A formação técnica e profissional pode incluir estágio, mas não é essa a forma de completar a carga horária mínima — o item confunde a ampliação da carga horária com a oferta de estágio.

Item III — ❌ Incorreto

O item III está incorreto ao afirmar que as disciplinas da formação técnica e profissional são determinadas pelas secretarias estaduais de educação a partir de parcerias com Institutos Federais e universidades. A oferta da formação técnica e profissional é definida pelos sistemas de ensino, com base nas diretrizes nacionais, e pode envolver parcerias, mas não há essa determinação direta pelas secretarias estaduais como descrito. A afirmação simplifica e distorce o desenho institucional da reforma.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a carga horária mínima (3.000 horas) e a carga horária da formação técnica, além de trocar a estrutura dos itinerários formativos (quatro áreas do conhecimento + formação técnica) por uma suposta "cinco áreas de concentração". O candidato que decora os números sem entender a estrutura da reforma tende a marcar o item II como correto, caindo na armadilha do valor 2.400 horas.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre o Novo Ensino Médio, memorize a estrutura: BNCC (parte comum) + itinerários formativos (parte flexível). Os itinerários são quatro áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas) e a formação técnica e profissional. A carga horária mínima é de 3.000 horas. Esses são os pontos mais cobrados pelas bancas.

Gabarito: letra B — apenas o item I está correto.

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