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Questão de Atualidades — Atualidades do ano de 2022 — FCC 2022

AtualidadesAtualidades do ano de 2022
Código
fc062985
Banca
FCC
Órgão
SEDU-ES
Ano
2022
Cargo
Agente de Suporte Educacional
Em 2022, será comemorado o centenário da “Semana de Arte Moderna de 1922” que, à época, estava inserida nas comemorações do centenário da Independência do Brasil. Para a historiadora Marcia Camargos, “seu maior legado foi no sentido de libertar as artes e a cultura das amarras do academicismo, do parnasianismo, dos padrões europeus, para dar início à construção de uma estética nacional”.(Disponível em: www.cartacapital.com.br. Adaptado)Um dos projetos difundidos na Semana de 22 e por meio de seus desdobramentos foi o de
  1. Aresgatar as manifestações artísticas do folclore brasileiro, desprezando as vanguardas artísticas europeias.
  2. Bvoltar a atenção para questões filosóficas e especulativas, sem a intenção de produzir resultados práticos no cenário artístico nacional.
  3. Cquestionar a dicotomia entre o popular e o erudito, voltando-se para as raízes culturais brasileiras sem desconsiderar o elemento estrangeiro.
  4. Dincentivar uma produção cultural que possa ser identificada como representante de valores humanos universais, a qual teria mais oportunidades de comercialização.
  5. Erecuperar formalmente as manifestações artísticas estabelecidas nos cânones da tradição clássica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — questionar a dicotomia entre o popular e o erudito, voltando-se para as raízes culturais brasileiras sem desconsiderar o elemento estrangeiro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Semana de Arte Moderna de 1922: projeto de renovação estética

Gabarito: letra C. O projeto difundido pela Semana de 22 e seus desdobramentos foi o de questionar a dicotomia entre o popular e o erudito, voltando-se para as raízes culturais brasileiras sem desconsiderar o elemento estrangeiro — exatamente o que a alternativa C afirma. Esse entendimento é o núcleo do movimento modernista, que buscava uma estética nacional sem romper totalmente com as vanguardas europeias, como sintetiza a historiadora Marcia Camargos no texto-base.

A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Theatro Municipal de São Paulo entre 11 e 18 de fevereiro, foi o marco público do modernismo brasileiro. Seu projeto não era simplesmente copiar ou rejeitar o que vinha de fora, mas reinterpretar as influências estrangeiras a partir da realidade brasileira. Os modernistas queriam romper com o academicismo e o parnasianismo — que eram padrões europeus importados de forma acrítica — e construir uma arte que falasse do Brasil, com suas raízes populares, indígenas e afro-brasileiras, mas sem abrir mão do diálogo com as correntes de vanguarda europeias (futurismo, cubismo, expressionismo).

A pegadinha da questão está em opor "nacional" e "estrangeiro" como se fossem excludentes. O movimento modernista não desprezou as vanguardas europeias (como diz a letra A), nem buscou um isolamento cultural. Pelo contrário: os artistas de 22 conheciam profundamente o que se produzia na Europa e o usavam como ferramenta para expressar o Brasil. A letra C capta essa síntese: valorizar o popular e o erudito sem hierarquia rígida, e integrar o elemento estrangeiro à construção de uma identidade nacional.

1Projeto
Questionar dicotomia popular × erudito
Raízes culturais brasileiras
Diálogo com vanguardas europeias
2Rupturas
Academicismo
Parnasianismo
Cópia acrítica de padrões europeus
3Não era
Desprezar vanguardas europeias
Isolamento cultural
Preocupação mercadológica
Recuperar tradição clássica
Semana de Arte Moderna (1922)
LEVELsoulevel.com.br
Semana de Arte Moderna (1922): Projeto (Questionar dicotomia popular × erudito, Raízes culturais brasileiras, Diálogo com vanguardas europeias); Rupturas (Academicismo, Parnasianismo, Cópia acrítica de padrões europeus); Não era (Desprezar vanguardas europeias, Isolamento cultural, Preocupação mercadológica, Recuperar tradição clássica)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o projeto era "resgatar as manifestações artísticas do folclore brasileiro, desprezando as vanguardas artísticas europeias". O erro está em "desprezando": os modernistas não desprezaram as vanguardas europeias — eles as incorporaram como linguagem para expressar o Brasil. O resgate do folclore e das raízes populares foi importante, mas sempre em diálogo com o que havia de mais novo na arte europeia. A banca troca "dialogar com" por "desprezar", invertendo a relação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o projeto era "voltar a atenção para questões filosóficas e especulativas, sem a intenção de produzir resultados práticos no cenário artístico nacional". Isso não corresponde ao espírito da Semana de 22, que era eminentemente prático e transformador: os artistas queriam mudar o cenário artístico brasileiro, romper com o passado e construir uma nova estética. Não havia um caráter meramente especulativo ou filosófico descolado da ação concreta — a própria realização da Semana, com exposições, concertos e leituras, foi um ato de intervenção cultural.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a alternativa correta. O projeto modernista questionou a dicotomia entre o popular e o erudito, aproximando-se das raízes culturais brasileiras (folclore, cultura popular, temas nacionais) sem desconsiderar o elemento estrangeiro (as vanguardas europeias). É exatamente a síntese descrita no texto-base: libertar as artes "das amarras do academicismo, do parnasianismo, dos padrões europeus" para construir uma estética nacional — mas não para negar a Europa, e sim para usá-la criticamente. A letra C espelha com precisão o projeto do movimento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o projeto era "incentivar uma produção cultural que possa ser identificada como representante de valores humanos universais, a qual teria mais oportunidades de comercialização". O erro está em "mais oportunidades de comercialização": a Semana de 22 não tinha uma preocupação mercadológica. O objetivo era estético e identitário — construir uma arte nacional — e não comercializar a produção cultural. Além disso, a busca por "valores humanos universais" não era a tônica do movimento, que estava focado na brasilidade e na renovação da linguagem artística.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que o projeto era "recuperar formalmente as manifestações artísticas estabelecidas nos cânones da tradição clássica". Isso é o oposto do que a Semana de 22 defendia. O movimento modernista rompeu com os cânones clássicos, com o academicismo e com o parnasianismo — justamente as tradições que a alternativa E diz que seriam recuperadas. A banca inverte o sentido: o projeto era de ruptura com a tradição clássica, não de recuperação formal dela.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a falsa oposição entre "nacional" e "estrangeiro". O candidato pode achar que, por buscar uma estética nacional, o movimento rejeitava tudo o que vinha de fora (letra A) ou que queria voltar aos padrões clássicos (letra E). Mas o modernismo brasileiro foi justamente a síntese: usar as vanguardas europeias como ferramenta para expressar o Brasil. Lembre-se: os modernistas não eram contra a Europa, eram contra a cópia acrítica dos padrões europeus. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas extremas e fica com a C, que é a única que equilibra os dois polos. 💪

Gabarito: letra C

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