Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022
Português›Interpretação de Textos
Código
fc063009
Banca
FCC
Órgão
SEDU-ES
Ano
2022
Cargo
Professor MaPB - Ensino Fundamental e Médio - Língua Portuguesa
Ao buscar definir sua concepção de poesia, Manuel Bandeira escreveu o poema “Poética”, cujo final se representa nestes versos:Quero antes o lirismo dos loucosO lirismo dos bêbadosO lirismo difícil e pungente dos bêbadosO lirismo dos clowns de Shakespeare− Não quero mais saber do lirismo que não é libertaçãoA liberdade lírica visada pelo poeta nesses versos representa-se como
Aemancipação plena dos pressupostos programáticos dos modernistas de 22.
Bafirmação pessoal de impulsos expressivos que transbordam de qualquer moderação.
Cplataforma irracionalista voltada para a recuperação de mitos primitivos.
Dsuperação de hábitos burgueses parodiados por meio de tipos tradicionais.
Eprojeção de uma linguagem poética refratária a mistificações irracionais.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — afirmação pessoal de impulsos expressivos que transbordam de qualquer moderação.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise do poema "Poética" de Manuel Bandeira
Gabarito: letra B. O poeta declara: "Quero antes o lirismo dos loucos / O lirismo dos bêbados / O lirismo difícil e pungente dos bêbados / O lirismo dos clowns de Shakespeare" e conclui: "− Não quero mais saber do lirismo que não é libertação". A liberdade lírica visada é justamente a afirmação pessoal de impulsos expressivos que transbordam de qualquer moderação — a alternativa B capta esse sentido.
NÃO CAIA NESSA!
A opção A tenta vincular o poema ao Modernismo de 22, mas o texto não menciona nenhum movimento literário; é extrapolação.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Emancipação plena dos pressupostos programáticos dos modernistas de 22" — o poema não faz alusão a modernistas ou a programas literários; extrapola informação externa.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Afirmação pessoal de impulsos expressivos que transbordam de qualquer moderação" — perfeita paráfrase: os "loucos", "bêbados" e "clowns" representam impulsos sem freio, e o verso "Não quero mais saber do lirismo que não é libertação" confirma que a moderação é rejeitada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Plataforma irracionalista voltada para a recuperação de mitos primitivos" — embora haja irracionalidade nos loucos e bêbados, o texto não fala em "mitos primitivos"; extrapola.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Superação de hábitos burgueses parodiados por meio de tipos tradicionais" — não há menção a burguesia ou paródia; os tipos (loucos, bêbados, clowns) são usados como exemplos de lirismo libertador, não como crítica social. Extrapola.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Projeção de uma linguagem poética refratária a mistificações irracionais" — o poeta abraça o irracional (loucos, bêbados, clowns), portanto não é "refratário" a mistificações irracionais; contradiz o texto.
PEGA ESSA DICA!
Ao interpretar poemas, mapeie os verbos de vontade ("quero") e de rejeição ("não quero mais") — eles revelam a tese do autor, que é a chave da questão.