Tom de Exortação e Condenação na Crônica de Rubem Braga
Gabarito: letra A. Zuenir Ventura qualifica a linguagem de Rubem Braga como "exortação" e "condenação", o que corresponde a uma invectiva – discurso violento de acusação ou censura. O texto menciona que a crônica é "uma exortação bíblica, apocalíptica, profética" e que "na sua condenação, o Velho Braga antevia os sinais da degradação", confirmando a tonalidade grave e acusatória.
"Era uma exortação bíblica, apocalíptica, profética, ainda que irônica e hiperbólica." "Na sua condenação, o Velho Braga antevia os sinais da degradação..."
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Os termos "exortação" (advertência enérgica) e "condenação" (juízo negativo) remetem a uma invectiva – ataque verbal veemente. O próprio texto caracteriza a crônica como "bíblica, apocalíptica, profética", reforçando o tom grave. Logo, A está correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto não indica informalidade; ao contrário, a linguagem é solene, bíblica. "Exortação" e "condenação" não sugerem discurso emocional informal, mas sim uma advertência formal e enérgica. Erro: fora do escopo (atribui característica não presente).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não há traços de coloquialismo nem de lirismo confessional. A crônica de Braga é uma crítica social, não uma confissão pessoal. Erro: fora do escopo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora haja retórica, a referência é à linguagem bíblica ("exortação bíblica"), não aos clássicos. A alternativa troca o referente. Erro: troca de conceito.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto é de condenação, não de celebração. "Força épica de uma celebração" inverte o sentido: Braga denuncia a degradação, não exalta. Erro: contradiz o texto.
Gabarito: letra A.