Integração de orações com coesão e coerência
Gabarito: letra B. A única alternativa que preserva o sentido das três orações originais e as articula com coesão é a B: "A mitologia científica teve um caminho aberto por Mary Shelley, cujo consagrador romance Frankenstein suscitou inúmeras versões criativas." O período mantém a relação de causa/consequência e a posse do romance por Mary Shelley, além de posicionar corretamente a abertura do caminho e a existência das versões.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta. Inverte a relação: a oração II diz que Mary Shelley abriu caminho na mitologia científica com Frankenstein; a alternativa A diz que ela abriu caminho para a consagração de versões. Além disso, suprime a ideia de que ela se consagrou com o romance. Extrapolação ao atribuir à mitologia científica o caráter de "romance de mitologia científica".
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO. "A mitologia científica teve um caminho aberto por Mary Shelley" parafraseia a oração II. "cujo consagrador romance Frankenstein" retoma Mary Shelley e indica que o romance a consagrou (oração I). "suscitou inúmeras versões criativas" expressa a oração III (as versões surgiram a partir do romance). Coesão pelo pronome relativo "cujo" e coerência na sequência lógica.
Alternativa C — ❌ Incorreta. Afirma que a consagração de Frankenstein se deveu à mitologia científica aberta por versões, o que contradiz o texto: a autora abriu o caminho, e as versões vieram depois. Contradiz o texto e inverte causa e efeito.
Alternativa D — ❌ Incorreta. Diz que as versões sucederam-se mediante sua consagradora mitologia científica. O termo "consagradora" é inadequado: a mitologia científica não é consagradora; quem se consagrou foi Mary Shelley com o romance. Além disso, "sucederam-se mediante" não reflete a ideia de abertura de caminho.
Alternativa E — ❌ Incorreta. Coloca a ocorrência das versões como sujeito que abriu caminho para a mitologia científica de Mary Shelley, invertendo a relação: foi o romance que abriu caminho, e as versões são consequência. O pronome "suas" é ambíguo e a expressão "mitologia científica de Mary Shelley" não encontra respaldo no texto (a mitologia científica é um campo, não propriedade dela).
Conclusão: Apenas a alternativa B mantém fidelidade às três afirmações e as conecta com coesão e coerência, utilizando o pronome relativo "cujo" para ligar Mary Shelley ao romance e o verbo "suscitou" para indicar que o romance gerou as versões.