Professor MaPB - Ensino Fundamental e Médio - Língua Portuguesa
As normas de concordância verbal, considerado o padrão da norma culta, estão plenamente observadas na frase:
ANenhuma das ficções publicadas ao tempo do Frankenstein explorava uma excentricidade comparável à que nas páginas fantásticas de Mary Shelley se impunha.
BSempre se conferiu a criaturas humanoides propriedades monstruosas que nunca se atribui à nossa própria espécie, dada como absolutamente superior.
CA ilusão de que os dias do nosso futuro preservarão nossa espécie de alterações substanciais costumam sustentar nossa imagem de seres definitivamente superiores.
DA imaginação altamente fantasiosa de tantas passagens do romance de Mary Shelley não destituíram de impacto seus efeitos de realidade sobre os seus leitores.
EÀ segurança que queremos ter em nosso futuro contrapõe-se, segundo a perspectiva do autor do texto, indícios do que nos reservam o veloz desenvolvimento das ciências.
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GabaritoA — Nenhuma das ficções publicadas ao tempo do Frankenstein explorava uma excentricidade comparável à que nas páginas fantásticas de Mary Shelley se impunha.
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Concordância verbal em frases do texto
Gabarito: letra A. A única frase em que todos os verbos concordam com seus respectivos sujeitos, segundo a norma culta, é a alternativa A: "Nenhuma das ficções publicadas ao tempo do Frankenstein explorava uma excentricidade comparável à que nas páginas fantásticas de Mary Shelley se impunha." O sujeito "nenhuma das ficções" é singular, exigindo "explorava"; o pronome relativo "que" retoma "excentricidade" (singular), exigindo "se impunha".
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Analisando a concordância:
"Nenhuma das ficções... explorava": sujeito "nenhuma" (singular) → verbo singular.
"excentricidade... a que... se impunha": sujeito "que" (refere-se a "excentricidade", singular) → verbo singular.
Portanto, a frase respeita integralmente a norma culta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Sempre se conferiu a criaturas humanoides propriedades monstruosas": com "se" apassivador, o verbo deve concordar com "propriedades monstruosas" (plural) → o correto seria "conferiram".
"que nunca se atribui à nossa própria espécie": o "que" retoma "propriedades monstruosas" (plural) → o verbo deveria ser "atribuem".
Erro: concordância com sujeito paciente plural.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"A ilusão de que os dias... costumam sustentar": sujeito "A ilusão" (singular) → verbo deveria ser "costuma". O verbo "preservarão" está correto (sujeito "os dias" plural), mas o erro no verbo principal invalida a frase.
Erro: verbo no plural com sujeito singular.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"A imaginação altamente fantasiosa... não destituíram": sujeito "A imaginação" (singular) → verbo deveria ser "destituiu".
Erro: verbo no plural com sujeito singular.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"À segurança... contrapõe-se... indícios": com "se" apassivador, o verbo deve concordar com "indícios" (plural) → o correto seria "contrapõem-se".
"que nos reservam o veloz desenvolvimento": sujeito "o veloz desenvolvimento" (singular) → verbo deveria ser "reserva".
Erro: concordância com sujeito paciente plural e com sujeito singular.
NÃO CAIA NESSA!
A banca emprega sujeitos pospostos e orações intercaladas para testar a identificação correta do núcleo do sujeito. Em todas as incorretas, o verbo não concorda com o termo a que se refere gramaticalmente.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de concordância, localize o núcleo do sujeito (desconsidere adjuntos) e verifique se o verbo está flexionado de acordo. Cuidado com a partícula apassivadora "se", que inverte a ordem e exige concordância com o sujeito paciente.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.