Professor MaPB Ensino Fundamental e Médio Geografia
No início do século XXI, as migrações internacionais assumiram um crescimento sem precedentes. Essas migrações estão globalizadas há trinta anos e triplicaram desde meados da década de 1970: 77 milhões em 1975, 120 milhões em 1999, 150 milhões no início dos anos 2000, 281 milhões em 2020. Em um contexto de globalização,
Aocorreu uma regionalização dos fluxos migratórios com a emergência dos países do Sul como polo de atração de novas mobilidades de migrantes e refugiados.
Bocorreram mudanças no perfil dos migrantes, cada vez mais maduros e qualificados; por outro lado, o número de mulheres tem sido reduzido devido às diferenças culturais das áreas receptoras.
Cnovas práticas neoliberais implantadas nos países europeus e anglo-saxônicos têm mudado o perfil dos migrantes de forte especialização profissional para grupos menos letrados e especializados.
Dmuitos fatores de mobilidade estão prestes a desaparecer, principalmente aqueles relacionados às diferenças entre níveis de desenvolvimento humano, como a expectativa de vida.
Ealguns tradicionais destinos, como os países do Golfo ou alguns países asiáticos, tornaram-se áreas de partida, principalmente pelo esgotamento das oportunidades econômicas antes oferecidas.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — ocorreu uma regionalização dos fluxos migratórios com a emergência dos países do Sul como polo de atração de novas mobilidades de migrantes e refugiados.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Migrações internacionais no século XXI
Gabarito: letra A. A globalização das migrações não eliminou as regionalizações; ao contrário, intensificou fluxos entre países do Sul, que emergiram como novos polos de atração, especialmente para migrantes e refugiados. Esse movimento é conhecido como "migração Sul-Sul" e é uma tendência central dos fluxos contemporâneos.
197577 milhões
1999120 milhões
2000150 milhões
2020281 milhões
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que houve uma regionalização dos fluxos com a emergência dos países do Sul como polos de atração. Isso é correto: enquanto os países do Norte tradicionalmente recebiam a maioria dos migrantes, nas últimas décadas países como Turquia, Jordânia, Líbano, Colômbia, Peru e África do Sul tornaram-se grandes receptores, especialmente de refugiados. A regionalização significa que os fluxos se concentram em certas rotas e áreas, e o Sul global ganha protagonismo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o perfil dos migrantes mudou para mais maduros e qualificados, mas que o número de mulheres foi reduzido devido a diferenças culturais. A realidade é oposta: a participação feminina nas migrações internacionais tem aumentado significativamente, fenômeno conhecido como "feminização das migrações". Mulheres migram sozinhas ou como provedoras, e não há evidência de redução por diferenças culturais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte a tendência real — o número de mulheres migrantes cresce, não diminui. Fique atento a esse tipo de inversão em questões de geografia da população.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Alega que práticas neoliberais mudaram o perfil de migrantes de forte especialização para menos letrados. Na verdade, o neoliberalismo criou demanda tanto por trabalhadores altamente qualificados (em tecnologia, finanças) quanto por mão de obra pouco qualificada (serviços, construção). Não há uma substituição generalizada de um perfil por outro; ambos coexistem.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sustenta que fatores de mobilidade (como diferenças de desenvolvimento humano) estão prestes a desaparecer. Isso é falso: as desigualdades persistem e se aprofundam, e diferenças em expectativa de vida, renda e oportunidades continuam a impulsionar migrações. A própria questão mostra que o número de migrantes triplicou, indicando que os fatores de atração e repulsão permanecem fortes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que países do Golfo e alguns asiáticos tornaram-se áreas de partida por esgotamento econômico. Esses países (EAU, Arábia Saudita, Catar, Cingapura) continuam sendo grandes destinos de trabalhadores migrantes, graças a economias baseadas em petróleo, serviços financeiros e construção. Embora haja alguma emigração, o saldo migratório é fortemente positivo, e não se pode dizer que se tornaram predominantemente áreas de partida.