Professor MaPB Ensino Fundamental e Médio História
Se a Ilíada e a Odisseia podiam ser devidamente consideradas como fontes essenciais da história da Grécia Antiga, em contrapartida, negava-se todo valor à tradição oral africana, essa memória dos povos que fornece, em suas vidas, a trama de tantos acontecimentos marcantes. Ao escrever a história de grande parte da África, recorria-se somente a fontes externas à África, oferecendo uma visão não do que poderia ser o precursor dos povos africanos, mas daquilo que se pensava que ele deveria ser.(M’BOW, Amadou-Mahtar. Prefácio. In: MOKHTAR, Gamal (ed). História Geral da África: África antiga. Brasília: Unesco, 2010, v. 2, p. XXI)O trecho acima
Adenuncia a construção das histórias das culturas africanas como se essas fossem um todo homogêneo, ainda que tenha havido algum esforço dos historiadores na utilização de fontes orais.
Bdestaca a importância da história oral, contanto que haja sua transcrição, a exemplo do que realizou Homero na Ilíada e na Odisseia, mas aponta a inexistência de fontes primárias para escrever a história da África.
Ccritica o eurocentrismo herdado com a valorização excessiva do legado greco-romano e defende que os registros de memória devem substituir a escrita da história para oferecer uma visão verdadeira do passado.
Dmostra o desrespeito que ainda prevalece, na área da História, com relação às fontes escritas da História africana e a manutenção de visões equivocadas sobre a origem dos povos africanos.
Eafirma a importância da oralidade para o estudo das sociedades africanas e critica a idealização e os preconceitos que marcaram substancialmente a escrita da história desse continente.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — afirma a importância da oralidade para o estudo das sociedades africanas e critica a idealização e os preconceitos que marcaram substancialmente a escrita da história desse continente.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise do trecho sobre história oral africana
Gabarito: letra E. O texto de Amadou-Mahtar M’Bow critica a historiografia tradicional que desprezou a tradição oral africana e escreveu a história da África baseando-se apenas em fontes externas, impondo uma visão idealizada e preconceituosa. A alternativa E capta exatamente essa crítica e a defesa da oralidade.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O trecho não afirma que as histórias africanas foram construídas como um todo homogêneo; ele critica exclusivamente a falta de valorização das fontes orais e o uso de fontes externas com viés.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A comparação com Homero serve para evidenciar o contraste de tratamento, não para condicionar a validade da história oral à transcrição. Além disso, o texto não diz que não existem fontes primárias para a história da África.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora critique o eurocentrismo, o autor não defende que os registros de memória substituam a escrita da história; ele defende que a oralidade seja considerada como fonte legítima.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O desrespeito apontado é com relação às fontes orais, não às fontes escritas. O texto critica justamente a supervalorização das fontes escritas externas em detrimento da oralidade.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O trecho afirma que se negava valor à tradição oral africana e que a história da África foi escrita com base apenas em fontes externas, refletindo preconceitos e idealizações. Portanto, a alternativa E resume com precisão a denúncia do autor.
PEGA ESSA DICA!
Questões de interpretação de texto histórico exigem atenção ao argumento central e ao tom crítico do autor. Compare cada alternativa com o que é dito (e o que não é dito) no excerto.