Questão de Pedagogia — Currículo (Teoria e Prática) — FCC 2022
Pedagogia›Currículo (Teoria e Prática)
Código
fc063161
Banca
FCC
Órgão
SEDU-ES
Ano
2022
Cargo
Professor MaPB Pedagogo
As teorias curriculares versam sobre a função e as perspectivas do currículo no contexto educacional. Elas dividem-se em tradicionais, críticas e pós-críticas. Maria do Socorro é pedagoga em uma escola que fica na região de Vitória. Para preparar a discussão sobre práticas curriculares que fará com os professores, ela analisou planejamentos de aula elaborados na escola e percebeu certa diversidade nas teorias curriculares que informam a prática dos professores:1. No planejamento do professor de História, havia uma forte preocupação com a compreensão de que os interesses das classes dominantes influenciam os acontecimentos históricos.2. A professora de Língua Portuguesa do EFI procurava ampliar o repertório literário dos estudantes, incluindo livros de literatura afrodescendente e de literatura indígena no canto da leitura.3. A professora de Matemática focava em listas de exercícios e no trabalho com todos os conteúdos consolidados da área, atenta à cobertura curricular e à garantia de que todos os estudantes tivessem acesso aos conteúdos consagrados da Matemática.A pedagoga concluiu que os professores, ao proporem suas atividades, estavam embasados (em 1, 2 e 3), respectivamente, pelas seguintes teorias curriculares:
APós-críticas − críticas e tradicionais.
BTradicionais − críticas e pós-críticas.
CCríticas − pós-críticas e tradicionais.
DTradicionais − pós-críticas e críticas.
ECríticas − pós-críticas e críticas.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Críticas − pós-críticas e tradicionais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Teorias curriculares: tradicionais, críticas e pós-críticas
Gabarito: letra C. A sequência correta é: 1. Críticas (ênfase nas relações de poder e dominação), 2. Pós-críticas (inclusão de diversidade cultural e identitária), 3. Tradicionais (foco no conteúdo consagrado e na cobertura curricular). Essa classificação é clássica no campo do currículo.
A questão exige reconhecer as marcas de cada teoria no planejamento docente:
Teorias críticas: denunciam a reprodução das desigualdades e a influência das classes dominantes.
Teorias pós-críticas: valorizam a diferença, o multiculturalismo, as identidades e as vozes marginalizadas.
Teorias tradicionais: enfatizam a transmissão dos conteúdos consagrados, a memorização e a cobertura curricular.
Planejamento (Item)
Teoria Curricular
Característica Principal
1. Professor de História
Críticas
Ênfase na influência das classes dominantes e relações de poder
2. Professora de Língua Portuguesa
Pós-críticas
Inclusão de diversidade cultural, identitária e vozes marginalizadas
3. Professora de Matemática
Tradicionais
Foco em conteúdos consagrados, memorização e cobertura curricular
11. CríticasRelações de poder
22. Pós-críticasDiversidade cultural
33. TradicionaisConteúdo consagrado
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Inverte a ordem: o professor de História (1) não é pós-crítico, mas crítico; a professora de Matemática (3) não é tradicional, mas sim está alinhada ao tradicional.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao classificar o professor de História (1) como tradicional – ele demonstra preocupação com interesses das classes dominantes, típica da crítica. Também coloca a professora de Língua Portuguesa (2) como crítica, quando ela trabalha com inclusão de literaturas subalternizadas, característica pós-crítica.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Sequência exata: (1) Críticas – (2) Pós-críticas – (3) Tradicionais. Cada planejamento reflete a ênfase correta de sua teoria.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Troca o professor de História (1) para tradicional e o de Matemática (3) para crítica, o que é oposto ao que os planejamentos mostram.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Acerta os dois primeiros (crítico e pós-crítico), mas classifica o terceiro como crítico, quando o foco em listas de exercícios e conteúdos consagrados é claramente tradicional.
NÃO CAIA NESSA!
O erro mais comum é achar que o trabalho com conteúdos consolidados da Matemática (item 3) é neutro ou progressista, mas a ausência de questionamento e a ênfase na cobertura curricular são marcas do tradicional. Já a inclusão de literaturas afro e indígena (item 2) pode parecer crítica, mas é tipicamente pós-crítica por celebrar a diversidade cultural.