Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022
Português›Interpretação de Textos
Código
fc063864
Banca
FCC
Órgão
TJ-CE
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Ciência da Computação - Sistemas da Informação
Ao relembrar as aulas de violão, a cronista
Arelaciona sua experiência malsucedida ao pobre cenário musical que a rodeava.
Batribui as dificuldades com a música à falta de técnica da professora particular.
Cmostra-se resignada com relação à própria falta de talento para a música.
Dconclui que é preciso talento inato para aprender a tocar um instrumento musical.
Econfessa que jamais se esforçara o suficiente nas aulas de música.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — mostra-se resignada com relação à própria falta de talento para a música.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise da atitude da cronista ao relembrar as aulas de violão
Gabarito: letra C. A cronista mostra-se resignada com a própria falta de talento musical, como se lê nos trechos finais do texto: “tudo neste mundo são vaidades: jamais atingi o tango argentino” e “Fora desfeita da sorte aquele meu fracasso, porque eu me supunha dotada e alimentava ambições”. A aceitação do fracasso e a ausência de revolta ou busca por justificativas externas caracterizam resignação.
PEGA ESSA DICA!
O comando pede a atitude da cronista (como ela se sente/reage). Identifique o tom predominante no relato – aqui, de humilhação e tristeza, mas com conformismo final, não com acusação.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A cronista não relaciona o fracasso ao cenário musical pobre. O texto menciona que D. Chiquinha ignorava música clássica e preferia serenatas, mas isso é descrito como característica da mestra, não como causa do insucesso da aluna. A cronista culpa a própria “precária musicalidade”, não o ambiente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A cronista não atribui as dificuldades à falta de técnica da professora. Pelo contrário: “não se diga que era pouco o esforço de D. Chiquinha, minha mestra. Afinava, afinava, apertava as cravelhas…” – há reconhecimento do esforço, não crítica à competência.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A cronista admite que se supunha dotada, mas fracassou, e conclui: “tudo neste mundo são vaidades”. Ela não tenta justificar nem culpar algo/alguém; resigna-se. A passagem “Fora desfeita da sorte aquele meu fracasso” mostra que ela aceita que não tinha o dom que imaginava.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto não generaliza que é preciso talento inato para aprender. A cronista fala apenas do seu caso particular (“eu me supunha dotada”, “jamais atingi”). Não há afirmação de que todos precisam de talento inato.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A cronista não confessa falta de esforço. Ela relata que começava “de boa vontade”, que era “dócil”, que chegou a ter bolha no dedo de tanto tocar. O problema não foi esforço, e sim resultado, que ela aceita como falta de talento.
Conclusão: a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a C. A cronista resigna-se diante do próprio fracasso, sem culpar fatores externos nem fazer generalizações.