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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc063939
Banca
FCC
Órgão
TJ-CE
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Área Judiciária
Ao buscar caracterizar o trabalho específico de um cronista e sua repercussão junto ao público, Vinícius de Moraes
  1. Acompara a crônica com o romance, para concluir que neste, ao contrário daquela, a relação entre os fatos ou personagens tratados é mais aleatória ou casual.
  2. Bestabelece uma oposição entre o cronista de estilo simples e direto e aquele que conquista seu público por conta de uma linguagem mais pausada e mais trabalhada.
  3. Copõe os cronistas tristes aos modestos, mostrando que os melancólicos se caracterizam pelo ocultamento dos traços principais de sua personalidade.
  4. Dconsidera que a leitura de crônicas, por mais variadas que sejam em sua forma e em seu espírito, já se incorporou aos hábitos cotidianos de seu público.
  5. Econclui que a prática da crônica leva um escritor a ter facilidade em cultivar uma linguagem literária que ele desempenha de modo mecânico.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — considera que a leitura de crônicas, por mais variadas que sejam em sua forma e em seu espírito, já se incorporou aos hábitos cotidianos de seu público.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da questão — Interpretação de Vinícius de Moraes sobre a crônica

Gabarito: letra D. Vinícius de Moraes afirma que, apesar da diversidade de estilos e humores dos cronistas, o público não dispensa a crônica, incorporando-a ao cotidiano — como o "cafezinho quente logo pela manhã". Nenhuma outra alternativa se sustenta integralmente no texto.

Comando: compreensão explícita (“Ao buscar caracterizar...”) — cada alternativa deve ser fiel ao que está escrito.

Referência textual decisiva:

“Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente logo pela manhã.”

Essa passagem comprova que a crônica se tornou um hábito diário do leitor, exatamente o que afirma a alternativa D.


Alternativa A — ❌ Incorreta

“Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um romancista, na qual este é levado pelas personagens e situações que criou.”

O texto apenas distingue o trabalho do cronista (livre) do romancista (guiado por personagens). Não afirma que no romance a relação entre fatos/personagens é mais aleatória ou casual – a ideia de “aleatório” é uma extrapolação. Erro: extrapolar (fora_do_escopo).


Alternativa B — ❌ Incorreta

“Alguns cronistas escrevem de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo... Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde...”

O texto descreve estilos diferentes, mas não estabelece oposição entre eles nem diz que um conquista o público pelo estilo mais trabalhado. Pelo contrário, o público lê ambos, conforme o gosto. Erro: generalização indevida (cria uma relação que o texto não sustenta).


Alternativa C — ❌ Incorreta

“Há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar a gente... Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade...”

Os “tristes” são descritos como querendo desanimar, não como ocultadores da personalidade. Quem oculta a personalidade são os “modestos”. A alternativa mistura as características, invertendo o que o texto diz. Erro: contradiz_texto (troca de atributos).


Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente logo pela manhã.”

A metáfora do “cafezinho” indica que a crônica é consumida diariamente, já faz parte da rotina do público. A alternativa parafraseia fielmente essa ideia: “já se incorporou aos hábitos cotidianos”. Correta por paráfrase direta.


Alternativa E — ❌ Incorreta

“Outros ainda, e constituem a maioria, ‘tacam o peito’ na máquina de escrever e cumprem o dever cotidiano da crônica como uma espécie de desespero, numa atitude de ‘ou vai ou racha’.”

O texto menciona que alguns cronistas escrevem mecanicamente, mas não afirma que a prática da crônica leva o escritor a ter facilidade ou a escrever mecanicamente; ao contrário, descreve uma dificuldade inicial (“a crônica não baixa”). A conclusão sugerida não está no texto. Erro: extrapolar (acrescenta relação de causa que não existe).


Conclusão: A única alternativa plenamente apoiada no texto é a D, pois reproduz o núcleo da tese final do autor: a crônica tornou-se consumo cotidiano do público. Demais alternativas ou extrapolam, contradizem ou invertem informações textuais. Gabarito: letra D.

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