As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
AHaverão de mergulhar no tempo espinhoso da História os que com ela se comprometem.
BNão se podem testemunhar legitimamente sobre épocas em que não se viveu.
CConsultou-se com bastante afinco fontes históricas para a produção desse livro.
DSobre graves assuntos públicos não queiram manifestar-se quem apenas emita opiniões.
EDevem-se aos confessos alicerces irregulares a solidez desse monumento historiográfico.
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GabaritoA — Haverão de mergulhar no tempo espinhoso da História os que com ela se comprometem.
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Concordância Verbal — Casos Especiais
Gabarito: letra A. A única frase que respeita todas as regras de concordância verbal é a alternativa A. O verbo "haverão" concorda corretamente com o sujeito plural "os que com ela se comprometem" na locução "haverão de mergulhar". As demais apresentam erros típicos de concordância com sujeito oracional, partícula apassivadora ou pronome "quem".
Concordância verbal — Casos especiais
1Sujeito oracional (infinitivo)
Verbo no singular
Ex.: "Não se pode testemunhar..."
2Partícula apassivadora "se"
Verbo concorda com o sujeito
Ex.: "Consultaram-se fontes..."
3Pronome "quem" como sujeito
Verbo no singular (norma culta)
Ex.: "Não queira manifestar-se quem..."
4Locução "haver de"
Verbo "haver" flexiona com o sujeito
Ex.: "Haverão de mergulhar os que..."
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Haverão de mergulhar no tempo espinhoso da História os que com ela se comprometem."
O verbo "haver" integra a locução "haver de" (equivalente a "ter de") e deve flexionar-se para concordar com o sujeito. O sujeito é "os que com ela se comprometem" (plural), portanto "haverão" está correto. Não há erro.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Não se podem testemunhar legitimamente sobre épocas em que não se viveu."
Aqui, o verbo "podem" deveria estar no singular. O sujeito de "podem" é a oração infinitiva "testemunhar legitimamente sobre épocas...". Quando o sujeito é um infinitivo (sujeito oracional), o verbo fica na 3ª pessoa do singular: "Não se pode testemunhar...". Erro: troca de conceito (confundiu sujeito oracional com sujeito plural explícito).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Consultou-se com bastante afinco fontes históricas para a produção desse livro."
O "se" é partícula apassivadora; o sujeito é "fontes históricas" (plural). O verbo deve concordar com o sujeito: "Consultaram-se fontes...". A forma singular "Consultou-se" desrespeita a concordância. Erro: troca de conceito (desconheceu a regra do "se" apassivador).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Sobre graves assuntos públicos não queiram manifestar-se quem apenas emita opiniões."
O sujeito de "queiram" é o pronome "quem" (singular). Embora "quem" possa ter sentido plural, a norma culta exige verbo no singular quando "quem" é sujeito. O correto seria "não queira manifestar-se quem..." ou "não queiram manifestar-se aqueles que...". Erro: troca de conceito (flexão inadequada com o pronome "quem").
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Devem-se aos confessos alicerces irregulares a solidez desse monumento historiográfico."
Novamente, "se" apassivador. O sujeito é "a solidez desse monumento historiográfico" (singular). Portanto, o verbo deve ficar no singular: "Deve-se...". A forma plural "Devem-se" está errada. Erro: troca de conceito (mesmo erro da alternativa C).
PEGA ESSA DICA!
Em frases com partícula apassivadora "se", identifique o sujeito verdadeiro (o que sofre a ação) e faça o verbo concordar com ele. Cuidado com sujeitos oracionais (infinitivos) — eles exigem verbo no singular. O pronome "quem" como sujeito pede verbo na 3ª pessoa do singular.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.