Pular para o conteúdo principal

Questão de Estatística — Amostragem — FCC 2022

EstatísticaAmostragem
Código
fc064472
Banca
FCC
Órgão
TRT - 17ª Região (ES)
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Estatística
Quanto às técnicas de amostragem,
  1. Aconsidera-se erro amostral o desvio devido a problemas de mensuração.
  2. Bnos erros não amostrais, o desvio ocorre devido a fatores dependentes do plano amostral.
  3. Cpara uma Amostra Aleatória Simples (AAS), o erro amostral é a diferença entre o valor estimado e o valor do parâmetro correspondente populacional.
  4. Dna amostragem estratificada, a população é dividida em grupos heterogêneos.
  5. Ea amostragem por cotas apoia-se em critérios probabilísticos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — para uma Amostra Aleatória Simples (AAS), o erro amostral é a diferença entre o valor estimado e o valor do parâmetro correspondente populacional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Técnicas de Amostragem: Erros Amostrais e Não Amostrais

Gabarito: letra C. O erro amostral é, por definição, a diferença entre o valor estimado (obtido na amostra) e o valor do parâmetro correspondente na população — exatamente o que afirma a alternativa C. As demais alternativas invertem ou distorcem conceitos fundamentais de amostragem, como veremos a seguir.

A questão cobra a distinção entre erro amostral e erro não amostral, além das características das principais técnicas de amostragem. O erro amostral é inerente ao processo de amostragem: como observamos apenas uma parte da população, o valor estimado naturalmente se afasta do parâmetro verdadeiro. Esse erro é aleatório, pode ser calculado e controlado — por exemplo, aumentando o tamanho da amostra, o erro amostral tende a diminuir. Já o erro não amostral (ou sistemático) decorre de falhas de procedimento, como erros de mensuração, de coleta, de processamento ou de não resposta, e não pode ser calculado nem controlado estatisticamente; ele pode ocorrer até mesmo em um censo, quando se estuda toda a população.

A banca explora justamente essa confusão: atribuir ao erro amostral características do erro não amostral e vice-versa. Além disso, testa o conhecimento das técnicas de amostragem — aleatória simples, estratificada, por cotas —, cobrando as definições corretas de cada uma.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o erro amostral é o desvio devido a problemas de mensuração. Isso está errado: problemas de mensuração são uma fonte de erro não amostral (sistemático), não de erro amostral. O erro amostral é a diferença entre o valor estimado e o parâmetro populacional, decorrente do fato de se observar apenas uma amostra, e não toda a população.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que nos erros não amostrais o desvio ocorre devido a fatores dependentes do plano amostral. Incorreto: os erros não amostrais são independentes do plano amostral — eles surgem de falhas de procedimento (mensuração, coleta, processamento, não resposta) e podem ocorrer mesmo num censo. O erro que depende do plano amostral é o erro amostral, que é intrínseco à seleção de uma amostra.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A definição está correta: para uma Amostra Aleatória Simples (AAS), o erro amostral é a diferença entre o valor estimado (a estatística calculada na amostra) e o valor do parâmetro correspondente na população. Essa é a definição clássica de erro amostral, presente em qualquer material de estatística.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que na amostragem estratificada a população é dividida em grupos heterogêneos. Errado: na amostragem estratificada, a população é dividida em estratos homogêneos internamente (elementos com características semelhantes dentro de cada estrato), mas heterogêneos entre si. Ou seja, os grupos são homogêneos dentro e heterogêneos entre si — exatamente o oposto do que a alternativa afirma. A confusão clássica é com a amostragem por conglomerados, onde os conglomerados são heterogêneos internamente e homogêneos entre si.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a amostragem por cotas apoia-se em critérios probabilísticos. Incorreto: a amostragem por cotas é uma técnica não probabilística. Nela, o pesquisador define cotas (proporções) de determinadas características da população (sexo, idade, renda etc.) e seleciona os elementos de forma não aleatória, por conveniência ou julgamento, até preencher as cotas. Não há probabilidade conhecida e maior que zero de cada elemento ser selecionado, como ocorre nas técnicas probabilísticas (aleatória simples, sistemática, estratificada, por conglomerados).

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter as definições de erro amostral e não amostral, e também as características da amostragem estratificada e por conglomerados. Aqui, a alternativa D troca "homogêneos dentro e heterogêneos entre si" por "heterogêneos" — e a alternativa E atribui caráter probabilístico à amostragem por cotas, que é não probabilística. Fique atento a essas inversões clássicas!

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental comparando as técnicas:

Técnica

Probabilística?

Divisão da população

Aleatória Simples

Sim

Não divide

Sistemática

Sim

Ordena e seleciona a cada k elementos

Estratificada

Sim

Estratos homogêneos dentro, heterogêneos entre si

Por Conglomerados

Sim

Conglomerados heterogêneos dentro, homogêneos entre si

Por Cotas

Não

Define cotas por características

Por Conveniência

Não

Seleciona por facilidade de acesso

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/fc064472