Endocardite Infecciosa em Prótese Valvar
Gabarito: letra E. Na antibioticoterapia empírica da endocardite em prótese valvar, a ceftriaxona não é apropriada por não cobrir adequadamente os microrganismos típicos desse contexto, como Pseudomonas aeruginosa, Serratia marcescens e estafilococos resistentes (coagulase-negativos). As demais opções (cefepima, meropenem, gentamicina, vancomicina) fazem parte de esquemas combinados recomendados.
A banca avalia o conhecimento do espectro antimicrobiano necessário para o tratamento empírico da endocardite protética. O conteúdo de apoio lista os agentes típicos nesse cenário: estafilococos coagulase-negativos, Corynebacterium, Serratia, Pseudomonas, Cutibacterium e Candida. Ceftriaxona (cefalosporina de 3ª geração) tem atividade limitada contra esses patógenos, especialmente Pseudomonas e Serratia, e não cobre estafilococos meticilino-resistentes.
Alternativa A — ✅ Correta
Cefepima é uma cefalosporina de 4ª geração com amplo espectro, incluindo Pseudomonas aeruginosa e estafilococos, sendo opção adequada em associações.
Alternativa B — ✅ Correta
Meropenem é um carbapenêmico de largo espectro, ativo contra gram-positivos e gram-negativos, inclusive Pseudomonas, e é utilizado em esquemas empíricos.
Alternativa C — ✅ Correta
Gentamicina é um aminoglicosídeo usado em combinação para obter sinergia bactericida, principalmente contra enterococos e gram-negativos.
Alternativa D — ✅ Correta
Vancomicina é padrão para cobertura de estafilococos resistentes (MRSA) e outros gram-positivos, essencial em endocardite de prótese.
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
Ceftriaxona não é apropriada para terapia empírica de endocardite em prótese valvar. Seu espectro não abrange Pseudomonas aeruginosa, Serratia marcescens, enterococos e estafilococos resistentes, microrganismos frequentes nesse cenário. O uso empírico deve priorizar antibióticos com cobertura mais ampla.
Gabarito: letra E.