Paciente com 39 anos de idade, sexo feminino, relata que percebeu uma restauração “quebrada” e indica o dente 25. O exame
clínico mostra o remanescente da restauração Classe II mésio-oclusal de amálgama no dente 25, com fratura na face oclusal e a
caixa proximal intacta. O exame radiográfico mostra adaptação marginal satisfatória da restauração na caixa proximal, bem como ausência de tecido cariado.
O procedimento clínico consiste em
Aconfecção de coroa total metálica.
Breparo da restauração com amálgama.
Csubstituição da restauração por nova restauração de amálgama.
Dsubstituição da restauração por restauração em resina composta.
Ereparo da restauração com resina composta.
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GabaritoB — reparo da restauração com amálgama.
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Reparo de restauração de amálgama
Gabarito: letra B. O caso descreve uma fratura apenas na face oclusal de uma restauração Classe II de amálgama, com caixa proximal íntegra, adaptação marginal satisfatória e ausência de cárie. Diante disso, o procedimento mais conservador e adequado é o reparo com amálgama, que restaura a função e a anatomia sem remover desnecessariamente tecido dental sadio ou a porção intacta da restauração.
A banca testa o princípio da odontologia minimamente invasiva: sempre que possível, repara-se uma restauração com defeito localizado, em vez de substituí-la por completo. O material de reparo deve ser o mesmo da restauração original (amálgama) para garantir união micromecânica e evitar problemas de adesão entre materiais diferentes.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A confecção de uma coroa total metálica é um tratamento extremamente invasivo e desnecessário para o caso. Apenas uma pequena porção oclusal da restauração está fraturada; a maior parte da restauração e o dente estão hígidos. Coroa total só se justifica quando há extensa destruição coronária, o que não é o caso.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O reparo com amálgama é a conduta correta. O defeito é localizado na face oclusal, a caixa proximal está íntegra e sem cárie. O reparo preserva a estrutura dental e a restauração existente, sendo rápido e de baixo custo. O amálgama é o material indicado para reparar o próprio amálgama, pois a união entre porções novas e antigas é satisfatória por meio de retenção micromecânica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Substituir toda a restauração de amálgama por uma nova de amálgama significa remover também a caixa proximal íntegra e bem adaptada. Isso implica desgaste desnecessário de estrutura dental sadia e maior risco de ampliação da cavidade. O princípio da preservação tecidual contraindica a substituição total quando o reparo é viável.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Substituir por resina composta seria ainda pior, pois além de remover toda a restauração antiga (inclusive a porção sadia), a troca de material exige preparo adicional para adesão e pode comprometer a adaptação marginal. A resina composta não adere ao amálgama; portanto, a substituição completa seria obrigatória, contrariando a minimalidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Reparar a restauração de amálgama com resina composta é tecnicamente desfavorável. O amálgama não oferece substrato para adesão de resina composta de forma confiável; a união seria puramente mecânica e passível de falha precoce. O reparo deve ser feito com o mesmo material (amálgama) para garantir longevidade e selamento adequado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a dúvida entre reparo e substituição. Muitos candidatos optam por substituir a restauração (C ou D) por associarem fratura a falha total, mas o exame mostra que apenas uma pequena parte da restauração está comprometida — o reparo é a conduta conservadora correta. Outros escolhem o reparo com resina (E), ignorando que materiais diferentes não se unem bem. Lembre-se: reparo com mesmo material sempre que possível.