Paciente com 38 anos de idade, sexo masculino, busca atendimento odontológico devido a uma “bolinha muito dolorida” na
região do dente 27, que “apareceu” há “poucos dias”. Na anamnese, o paciente relata ter a sensação de “dente crescido”, além de
febre e prostração. O exame clínico e o radiográfico mostram um abscesso periodontal agudo na região do dente 27.
O controle químico do biofilme supragengival deve ser feito por meio de
Acloreto de cetilpiridínio, 3 vezes ao dia, por 7 dias.
Bdigluconato de clorexidina a 0,12%, a cada 12 horas, por 7 dias.
Cperóxido de hidrogênio, a cada 12 horas, por 10 dias.
Dcloreto de cetilpiridínio, 3 vezes ao dia, em dias alternados.
Edigluconato de clorexidina a 0,12%, a cada 12 horas, uso contínuo.
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GabaritoB — digluconato de clorexidina a 0,12%, a cada 12 horas, por 7 dias.
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Controle químico do biofilme supragengival
Gabarito: letra B. O controle químico do biofilme supragengival deve ser feito com digluconato de clorexidina a 0,12%, em bochechos realizados a cada 12 horas (duas vezes ao dia), por um período de 7 dias, conforme protocolo clássico de antissepsia intrabucal descrito em literatura odontológica.
A banca testa o conhecimento sobre o antisséptico de eleição e seu regime de uso. A clorexidina é o padrão ouro para controle químico do biofilme supragengival, especialmente em pós-operatório ou em condições inflamatórias como abscesso periodontal. A concentração de 0,12% e a frequência bidiária (12/12h) são estabelecidas para maximizar a eficácia sem causar efeitos adversos significativos.
1Bochecho 12/12h
2Por 7 dias
3Controle do biofilme supragengival
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O cloreto de cetilpiridínio é um antisséptico, porém não é o de primeira escolha para controle químico supragengival. A frequência de 3 vezes ao dia não é padrão e o período de 7 dias não é o regime consagrado para este agente. A banca induz ao erro ao sugerir um produto de menor eficácia.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A digluconato de clorexidina a 0,12% utilizado a cada 12 horas (duas vezes ao dia) por 7 dias é a conduta preconizada. A literatura recomenda bochechos com essa concentração e frequência para reduzir a carga bacteriana e controlar o biofilme supragengival, especialmente em casos de abscesso periodontal agudo ou pós-cirúrgico. O período de 7 dias é suficiente para o controle da infecção aguda, evitando uso prolongado que pode causar manchas dentárias e alteração do paladar.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa E usa a mesma substância e frequência, mas com “uso contínuo”. Muitos candidatos podem marcar E por achar que quanto mais tempo, melhor. No entanto, o uso contínuo de clorexidina é contraindicado por seus efeitos colaterais (manchas, cálculo, disgeusia). O protocolo padrão é por tempo limitado (7 a 14 dias). Fique atento ao termo “contínuo” — é o distrator clássico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O peróxido de hidrogênio é usado em concentrações específicas para clareamento ou como adjuvante, mas não é o agente de escolha para controle químico do biofilme supragengival na situação descrita. O período de 10 dias também não é o recomendado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Novamente o cloreto de cetilpiridínio, agora com regime alternado (dias sim, dias não). Esse agente tem menor atividade antimicrobiana e não substitui a clorexidina como padrão ouro. A frequência irregular compromete a eficácia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora o fármaco (digluconato de clorexidina 0,12%) e a frequência (12/12h) estejam corretos, o uso contínuo é inadequado. A clorexidina não deve ser utilizada de forma crônica devido aos efeitos adversos já mencionados. O período máximo recomendado é geralmente de 14 dias, e para casos agudos, como um abscesso periodontal, 7 dias é suficiente.
Conclusão: A única alternativa que associa o antisséptico correto (digluconato de clorexidina 0,12%), a frequência adequada (a cada 12 horas) e a duração limitada (por 7 dias) é a letra B.