Paciente com 34 anos de idade, sexo feminino, relata vivenciar “situações difíceis” no trabalho, com acúmulo de responsabilidades que a deixam “muito estressada”. A queixa principal consiste em “quebra de uma restauração” devido ao fato de “ranger os
dentes” durante o sono e “apertar os dentes com força” quando está tensa. Na anamnese, a paciente relata “dores nos músculos do
pescoço”. O exame clínico mostra fratura na face oclusal da restauração Classe I em amálgama no dente 46, cuja cavidade é média,
e presença abundante de biofilme dental.
O tratamento do dente 46 consiste em restauração temporária com cimento de
Aionômero de vidro e posterior restauração com amálgama, utilizando o cimento de ionômero de vidro como material intermediário e sistema adesivo como agente de proteção.
Bóxido de zinco e eugenol tipo III e posterior restauração com resina composta, utilizando o cimento de ionômero de vidro como material intermediário e verniz cavitário como agente de proteção.
Cionômero de vidro e posterior restauração com resina composta, utilizando o cimento de ionômero de vidro como material intermediário e verniz cavitário como agente de proteção.
Dóxido de zinco e eugenol tipo IV e posterior restauração com amálgama, utilizando o cimento de hidróxido de cálcio como material intermediário e verniz cavitário como agente de proteção.
Eóxido de zinco e eugenol tipo IV e posterior restauração com resina composta, utilizando o cimento de óxido de zinco e eugenol tipo III como material intermediário e sistema adesivo como agente de proteção.
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GabaritoA — ionômero de vidro e posterior restauração com amálgama, utilizando o cimento de ionômero de vidro como material intermediário e sistema adesivo como agente de proteção.
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Dentística – Tratamento de restauração fraturada em paciente com bruxismo
Gabarito: letra A. A paciente apresenta fratura de restauração de amálgama Classe I em dente 46, com bruxismo e estresse. A conduta indicada é restauração temporária com cimento de ionômero de vidro, seguida de restauração definitiva com amálgama, utilizando o mesmo ionômero como material intermediário (base/liner) e sistema adesivo como agente de proteção. O sistema adesivo, empregado na técnica de adesão ao amálgama, melhora a retenção e o selamento marginal, sendo uma abordagem contemporânea para cavidades que não oferecem boa retenção convencional.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente o protocolo: temporária com ionômero de vidro, definitiva com amálgama, ionômero como material intermediário e sistema adesivo como proteção. O ionômero libera flúor, contribui para o controle da cárie (biofilme abundante), e o sistema adesivo promove a adesão do amálgama, aumentando a resistência e reduzindo a infiltração. Em paciente com bruxismo, o amálgama é o material de escolha para dentes posteriores sujeitos a altas cargas oclusais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Utiliza como cimento temporário o óxido de zinco e eugenol tipo III (correto para temporária), mas finaliza com resina composta e emprega verniz cavitário como agente de proteção. Verniz cavitário não é indicado sob resina composta, que exige sistema adesivo para adesão. Além disso, em paciente com bruxismo, a resina composta em dente posterior apresenta menor resistência ao desgaste e maior contração de polimerização, aumentando o risco de falha.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apresenta temporária com ionômero de vidro (plausível) e final com resina composta, mas o agente de proteção é verniz cavitário (inadequado para resina). O mesmo problema da alternativa B em relação ao material final e ao agente protetor.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Usa como cimento temporário o óxido de zinco e eugenol tipo IV, que é um material para forramento/base, não para restauração temporária. O tipo correto para restauração temporária é o tipo III. Além disso, o material intermediário é hidróxido de cálcio, o que para uma cavidade de média profundidade pode ser excessivo, sendo o ionômero de vidro mais adequado. O verniz cavitário está correto para amálgama, mas os demais erros comprometem a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Novamente emprega ZOE tipo IV para temporária (erro), finaliza com resina composta (menos indicada para bruxismo) e utiliza como material intermediário ZOE tipo III, que é um material temporário, não um base/liner adequado. O sistema adesivo está correto para resina, mas os demais equívocos tornam a alternativa inválida.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a classificação dos cimentos de óxido de zinco e eugenol (tipo III para restauração temporária × tipo IV para forramento) e a correta associação entre material restaurador definitivo e agente protetor (verniz cavitário para amálgama; sistema adesivo para resina composta). Atenção especial ao fato de que o sistema adesivo pode ser usado sob amálgama na técnica adesiva, o que é cobrado de forma inovadora.