Paciente com 24 anos de idade, sexo feminino, recebeu do cirurgião-dentista operacional responsável por seu tratamento, a indicação de tomadas radiográficas interproximais das regiões posteriores direita e esquerda, com objetivo de detecção de cárie dentária. O prontuário da paciente registra que, há 6 meses, foram efetuadas tomadas radiográficas interproximais nessas regiões anatômicas.
A decisão sobre pedir a realização das radiografias interproximais deve considerar
Ao tratamento a ser realizado, baseada na avaliação radiográfica, que é mais conservadora.
Ba superioridade da radiografia na detecção de lesões proximais em esmalte quando comparada à inspeção visual.
Co intervalo de 6 meses entre os exames radiográficos, devido à elevada proporção de resultados falso-negativos.
Do risco reduzido de exposição da paciente à radiação ionizante quando se utiliza a técnica do paralelismo.
Ea necessidade de avaliar o risco de cárie e a atividade das lesões cariosas, bem como o benefício oferecido à paciente.
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GabaritoE — a necessidade de avaliar o risco de cárie e a atividade das lesões cariosas, bem como o benefício oferecido à paciente.
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Indicação de Radiografia Interproximal
Gabarito: letra E. A decisão de repetir radiografias interproximais deve ser baseada na avaliação do risco de cárie e da atividade das lesões cariosas, ponderando o benefício diagnóstico para a paciente. Intervalos fixos ou superioridade técnica isolada não são critérios suficientes, conforme os princípios de prescrição radiográfica (ADA, FDA) e o conceito de odontologia baseada em evidências.
A questão testa o entendimento de que a indicação de exames radiográficos não deve ser automática ou baseada apenas em tempo decorrido, mas sim na necessidade clínica individualizada.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a decisão deve considerar o tratamento a ser realizado, baseada em avaliação radiográfica mais conservadora. O erro está em colocar o tratamento como fator determinante; na verdade, a indicação radiográfica precede e orienta o planejamento, mas é pautada pelo risco de cárie e pelo diagnóstico, não pelo tratamento em si.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Reconhece a superioridade da radiografia na detecção de lesões proximais em esmalte, o que é verdadeiro, mas incompleto. A decisão de prescrever o exame não se baseia apenas na acurácia, mas no risco de cárie do paciente e no benefício clínico, especialmente quando já houve exame recente (6 meses).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sugere que o intervalo de 6 meses é justificado pela elevada proporção de falsos-negativos. Não há evidência para afirmar que o exame tenha alta taxa de falso-negativo que justifique repetição em 6 meses. O intervalo deve ser definido pelo risco de cárie: pacientes de baixo risco podem ter intervalos maiores; de alto risco, intervalos menores, mas não baseado em taxa de falso-negativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Menciona o risco reduzido de radiação com a técnica do paralelismo, o que é verdade, mas a questão principal é a necessidade clínica. O princípio ALARA (tão baixo quanto razoavelmente exequível) já é aplicado; porém, a redução de dose não justifica repetir o exame sem indicação baseada no risco de cárie.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa correta sintetiza o critério fundamental: avaliar o risco de cárie e a atividade das lesões, bem como o benefício oferecido à paciente. Isso está de acordo com as diretrizes de prescrição radiográfica, que recomendam individualizar a frequência dos exames conforme o perfil de risco do paciente. No caso, a paciente tem 24 anos e já realizou radiografias há 6 meses; a repetição só se justifica se houver aumento do risco ou suspeita de progressão, o que deve ser decidido clinicamente.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre prescrição de radiografias, lembre-se sempre do tripé: risco de cárie, atividade de lesões e benefício clínico. Intervalos fixos (6 meses, 1 ano) são referências, mas não substituem a avaliação individual. Priorize alternativas que mencionem "risco de cárie" e "atividade".
Gabarito: letra E — a única que aborda a necessidade de avaliação do risco e benefício individualizado.