Paciente com 28 anos de idade, sexo feminino, refere estar na 9ª semana de gestação quando comparece ao consultório
odontológico para consulta de rotina. Na anamnese, a paciente relata residir em área abastecida por água fluoretada. O exame clínico
mostra uma mancha branca opaca na região cervical da face vestibular do dente 44 e uma mancha amarronzada e polida na região
cervical da face vestibular do dente 34.
A paciente relata ter lido “na internet” que a ingestão de “vitaminas com flúor” durante a gestação seria benéfica à formação dos dentes do bebê. A orientação pautada em bases científicas deve esclarecer à paciente que
Ao Ministério da Saúde recomenda a suplementação dietética de flúor para crianças entre 3 e 6 anos de idade, mas não a recomenda para gestantes.
Ba suplementação pré-natal de flúor está contraindicada, uma vez que a gestante que vive em área com água fluoretada ingere flúor suficiente.
Ca ingestão de flúor durante a gestação beneficia a dentição decídua da criança, que inicia o processo de mineralização no período fetal.
Da escolha dos suplementos fluorados deve recair sobre complexos vitamínicos que contêm cálcio, a fim de fortalecer os ossos e os dentes.
Ea ingestão de flúor pré-natal é contraindicada devido aos riscos de promover fluorose na dentição permanente da criança.
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GabaritoB — a suplementação pré-natal de flúor está contraindicada, uma vez que a gestante que vive em área com água fluoretada ingere flúor suficiente.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Suplementação de flúor na gestação
Gabarito: letra B. A suplementação pré-natal de flúor é contraindicada para gestantes que residem em áreas com água fluoretada, pois já ingerem quantidade suficiente de flúor, e o excesso pode causar fluorose nos dentes da criança.
A paciente encontra-se em área abastecida por água fluoretada, condição que já fornece a ingestão adequada de flúor. A suplementação durante a gestação não é recomendada pelas evidências científicas atuais, uma vez que pode levar a fluorose dentária na dentição permanente do bebê.
NÃO CAIA NESSA!
A crença popular de que "mais flúor é sempre melhor" leva a paciente a supor que a suplementação traria benefícios. No entanto, em regiões com água fluoretada, a ingestão já é suficiente, e o excesso pode ser prejudicial. A banca explora exatamente essa exceção à regra geral de que o flúor é benéfico.
1Gestante em área fluoretada
2Já ingere flúor suficiente
3Suplementação é desnecessária
4Excesso causa fluorose no bebê
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O Ministério da Saúde não recomenda suplementação dietética de flúor para crianças de 3 a 6 anos em áreas fluoretadas, e para gestantes também é contraindicada. A afirmação é incorreta porque sugere uma recomendação que não existe.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmação está correta: em área com água fluoretada, a gestante já ingere flúor suficiente, logo a suplementação é desnecessária e contraindicada. Excesso pode causar fluorose nos dentes em desenvolvimento do bebê.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora a mineralização dos dentes decíduos se inicie no período fetal, a suplementação de flúor durante a gestação não é recomendada, pois o benefício não é comprovado e há risco de fluorose. Não se pode afirmar que a ingestão de flúor na gestação beneficia a dentição decídua sem ressalvas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não há recomendação para escolha de suplementos fluorados contendo cálcio para gestantes. Além disso, a suplementação em si é contraindicada em áreas fluoretadas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O risco de fluorose na dentição permanente é um dos motivos para a contraindicação, mas a afirmação é incompleta: o principal fator é que a ingestão de flúor já é suficiente (água fluoretada), tornando a suplementação desnecessária. A alternativa B aborda melhor o ponto central.