Questão de Contabilidade Geral — Demonstração do Resultado do Exercício — FCC 2022
Contabilidade Geral›Demonstração do Resultado do Exercício
Código
fc065317
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Área Administrativa - Contabilidade
Um equipamento foi adquirido por uma empresa em 31/12/2017 pelo valor de R$ 1.600.000,00 para ser pago integralmente em 2020. Se o equipamento fosse adquirido à vista, o preço pago seria R$ 1.300.000. A empresa substitui esse tipo de equipamento após utilizá-lo por 8 anos, sendo depreciado de forma linear. O valor residual esperado para sua venda no final do prazo de utilização é 20% do valor pago pela compra à vista do equipamento. A empresa optou por vender o equipamento em 30/06/2019 e obteve o valor de venda à vista de R$ 1.000.000,00. O resultado obtido na venda do equipamento evidenciado na Demonstração do Resultado no ano de 2019 foi:
APrejuízo de R$ 300.000,00.
BPrejuízo de R$ 600.000,00.
CPrejuízo de R$ 56.250,00.
DLucro de R$ 155.000,00.
EPrejuízo de R$ 105.000,00.
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GabaritoE — Prejuízo de R$ 105.000,00.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Resultado na Alienação de Ativo Imobilizado
Gabarito: letra E. O resultado na venda do equipamento é um prejuízo de R$ 105.000,00, conforme cálculo: custo de aquisição pelo valor à vista (R$ 1.300.000), depreciação acumulada até a data da venda (R$ 195.000) e valor contábil resultante (R$ 1.105.000) versus valor de venda (R$ 1.000.000). A banca testa o tratamento do custo do ativo (deve ser o valor à vista, e não o valor financiado, conforme CPC 27) e o cálculo da depreciação linear com valor residual.
Resolução passo a passo
Custo de aquisição do equipamento: O custo é o valor à vista (R$ 1.300.000), pois o valor financiado inclui encargos financeiros que são despesa, não parte do ativo (CPC 27, item 16).
Valor residual: 20% do valor à vista = 20% × R$ 1.300.000 = R$ 260.000.
Base de depreciação: R$ 1.300.000 – R$ 260.000 = R$ 1.040.000.
Valor contábil em 30/06/2019: R$ 1.300.000 – R$ 195.000 = R$ 1.105.000.
Resultado na venda: Valor de venda (R$ 1.000.000) – Valor contábil (R$ 1.105.000) = –R$ 105.000 → prejuízo de R$ 105.000.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Prejuízo de R$ 300.000,00. Esse valor resultaria se houvesse usado o valor financiado (R$ 1.600.000) como custo e depreciado sem considerar o valor residual adequadamente, ou outro erro de cálculo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Prejuízo de R$ 600.000,00. Provavelmente obtido ao depreciar o valor financiado sem considerar o residual (R$ 1.600.000 – R$ 1.000.000 = R$ 600.000), mas essa lógica ignora o custo correto e a depreciação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Prejuízo de R$ 56.250,00. Esse valor pode vir de um cálculo que desconsidera o valor residual: depreciação anual de R$ 1.300.000/8 = R$ 162.500; acumulado em 1,5 ano = R$ 243.750; valor contábil = R$ 1.300.000 – R$ 243.750 = R$ 1.056.250; venda – valor contábil = –R$ 56.250. O erro está em não deduzir o residual da base de depreciação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Lucro de R$ 155.000,00. Inversão do sinal ou uso de algum valor inconsistente (ex.: venda maior que o custo sem depreciação).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Prejuízo de R$ 105.000,00. Conforme demonstrado no cálculo, considerando o custo à vista, valor residual, depreciação linear no período correto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca espera que o candidato utilize o valor financiado (R$ 1.600.000) como custo do ativo, o que geraria um prejuízo diferente. Lembre-se: ativo imobilizado é registrado pelo valor à vista (CPC 27). treine para identificar que a diferença entre valor à vista e financiado é despesa financeira, não parte do custo.