Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022
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Código
fc065493
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2022
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa
− [...] que [...] você foi fazer naqueles matos [...]?” (4º parágrafo)Transposto para o discurso indireto, o trecho acima assumirá a seguinte redação:
AO cronista perguntou ao amigo o que ele tinha ido fazer naqueles matos.
BO cronista perguntou ao amigo: – O que você haveria de fazer naqueles matos?
CO cronista perguntou ao amigo o que ele ia fazer naqueles matos.
DO cronista perguntou ao amigo: – O que você iria fazer naqueles matos?
EO cronista perguntou ao amigo o que ele iria fazer naqueles matos.
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GabaritoA — O cronista perguntou ao amigo o que ele tinha ido fazer naqueles matos.
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Análise da questão — Transposição de discurso direto para indireto
Gabarito: letra A. A única alternativa que realiza corretamente a transposição do trecho original para o discurso indireto é a A, pois emprega o pronome interrogativo "o que", ajusta a pessoa verbal ("ele" em vez de "você") e converte o pretérito perfeito "foi" em pretérito mais-que-perfeito "tinha ido", conforme exige a fidelidade temporal após um verbo de elocução no passado ("perguntou").
No texto-base, a fala direta é:
"− Mas que diabo você foi fazer naqueles matos, de madrugada?"
Ao passar para o discurso indireto, a interrogação torna-se uma oração subordinada substantiva objetiva direta, iniciada pelo pronome interrogativo "o que" (equivalente a "que diabo"), e o verbo "foi" (pretérito perfeito) deve recuar para o pretérito mais-que-perfeito composto "tinha ido", pois a ação de ir é anterior ao momento da fala relatada.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"O cronista perguntou ao amigo o que ele tinha ido fazer naqueles matos."
Uso do interrogativo "o que" (substituto de "que diabo").
Pessoa: "ele" (3ª pessoa) referindo-se ao amigo.
Tempo: "tinha ido" (pret. mais-que-perfeito) adequado para ação anterior ao ato de perguntar.
Ausência de travessão ou dois-pontos, marcando o discurso indireto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"O cronista perguntou ao amigo: – O que você haveria de fazer naqueles matos?"
Erro: permanece no discurso direto (uso de dois-pontos, travessão e ponto de interrogação).
"haveria de fazer" (futuro do pretérito) não corresponde ao pretérito perfeito original.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"O cronista perguntou ao amigo o que ele ia fazer naqueles matos."
Erro de tempo verbal: "ia fazer" (imperfeito do indicativo) indica ação futura em relação ao passado, mas o original "foi" indica ação passada concluída. O correto é "tinha ido".
A estrutura está no discurso indireto, mas o tempo não reflete a anterioridade necessária.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"O cronista perguntou ao amigo: – O que você iria fazer naqueles matos?"
"O cronista perguntou ao amigo o que ele iria fazer naqueles matos."
Erro de tempo verbal: "iria fazer" (futuro do pretérito) expressa uma ação posterior ao passado, mas a pergunta refere-se a uma ação já ocorrida. O correto é "tinha ido".
Embora a estrutura seja de discurso indireto, o tempo invalida a fidelidade.
PEGA ESSA DICA!
No discurso indireto, após um verbo de elocução no passado (perguntou, disse), os tempos verbais recuam: pretérito perfeito → pretérito mais-que-perfeito; presente → pretérito imperfeito; futuro do presente → futuro do pretérito. Guarde a relação de anterioridade.
Conclusão: A transposição correta exige três ajustes: (1) eliminar os sinais gráficos do discurso direto; (2) trocar a pessoa do discurso (2ª → 3ª); (3) recuar o tempo verbal ("foi" → "tinha ido"). A alternativa A é a única que cumpre todos.