No poema, o eu lírico dirige-se, mediante vocativo, a
Ameu castelo (1ª estrofe)
Bestrela cega (4ª estrofe)
Ctesouro amoroso (2ª estrofe)
Dondas lassas (2ª estrofe)
Emeus infernos (3ª estrofe)
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GabaritoB — estrela cega (4ª estrofe)
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Identificação de Vocativo no Poema
Gabarito: letra B. O eu lírico dirige-se diretamente a "estrela cega" (4ª estrofe), termo que exerce a função de vocativo, pois está isolado por vírgulas e indica o interlocutor do discurso.
O vocativo é um termo que não se integra à oração, servindo para chamar ou invocar o interlocutor. No poema, na última estrofe, o eu lírico diz: "onde olharás / Mas sem o ver, estrela cega, o rastro". A expressão "estrela cega" está entre vírgulas e é claramente uma invocação, configurando-se como vocativo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Meu castelo" (1ª estrofe) é um complemento do verbo "preparei" ("Preparei meu castelo para um rei"), não sendo usado como vocativo. Não há vírgulas ou tom de invocação.
Alternativa B — ✅ Correta
"Estrela cega" (4ª estrofe) é o vocativo. O eu lírico dirige-se à estrela: "...onde olharás / Mas sem o ver, estrela cega, o rastro". A pausa marcada pelas vírgulas e o sentido de chamamento confirmam a função.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Tesouro amoroso" (2ª estrofe) é o sujeito da oração ("Meu tesouro amoroso há muito as traças / Comeram") ou um complemento, mas não há traço de vocativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Ondas lassas" (2ª estrofe) aparece na expressão "a luz abandonou as ondas lassas", sendo objeto direto, sem função de vocativo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Meus infernos" (3ª estrofe) é parte de "vou por meus infernos", indicando lugar, e não há vocativo.
Portanto, apenas a alternativa B identifica corretamente o vocativo no poema.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.