Questão de Contabilidade Geral — Demonstração dos Fluxos de Caixa -DFC — FCC 2022
Contabilidade Geral›Demonstração dos Fluxos de Caixa -DFC
Código
fc065594
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Área Administrativa - Contabilidade
Considere os eventos abaixo ocorridos e contabilizados em setembro de 20X5 pela empresa EFG:− Depreciação de computadores e outros equipamentos no valor de R$ 2.000,00.− Vendas de mercadorias ocorridas ao longo do mês no valor total de R$ 40.000,00. Desse total, a empresa EFG recebeu o equivalente a 60%, e o restante será recebido em outubro de 20X5.− Pagamento de gastos operacionais no valor de R$ 21.000,00, sendo que apenas R$ 16.000,00 eram referentes às despesas do próprio mês de setembro.− Venda à vista de patente por R$ 14.000,00. O valor contábil desse ativo era composto do custo de aquisição no valor de R$ 25.000,00 e a amortização acumulada até o momento da venda era R$ 10.500,00.O valor da variação do caixa em setembro de 20X5 é, em reais,
A2.500,00
B15.000,00
C21.500,00
D11.500,00
E17.000,00
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GabaritoE — 17.000,00
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Variação do Caixa – Empresa EFG (Setembro/20X5)
Gabarito: letra E. A variação líquida do caixa é obtida somando todas as entradas e subtraindo todas as saídas efetivas de dinheiro no período. Com os dados fornecidos, o resultado é R$ 17.000,00.
A banca testa a capacidade de identificar quais eventos alteram o caixa e segregá-los corretamente. A depreciação é um encargo não desembolsado; a venda de mercadorias só impacta o caixa na proporção recebida; os gastos operacionais pagos são saída integral, independentemente da competência; a venda de ativo intangível é entrada de caixa pelo valor recebido.
Cálculo passo a passo
Entradas de caixa:
Recebimento de vendas: 60% de R$ 40.000,00 = R$ 24.000,00
Venda à vista de patente: R$ 14.000,00
Total das entradas: R$ 38.000,00
Saídas de caixa:
Pagamento de gastos operacionais: R$ 21.000,00 (não importa que R$ 5.000,00 se refiram a períodos futuros; o desembolso ocorreu em setembro)
Na apuração da variação do caixa, considere apenas os recebimentos e pagamentos efetivamente ocorridos no período. Ignore apropriações por competência (depreciação, despesas incorridas mas não pagas, receitas a receber). A classificação por atividade (operacional, investimento, financiamento) é relevante para a DFC, mas o valor total da variação independe dessa segregação – basta somar todas as entradas e subtrair todas as saídas.
Alternativa A (R$ 2.500,00): ❌ Incorreta. Esse valor não corresponde a nenhuma combinação simples dos dados; provavelmente surge de quem considera o ganho de capital na venda da patente (R$ 14.000 – valor contábil de R$ 14.500? na verdade o valor contábil é R$ 25.000 – R$ 10.500 = R$ 14.500, resultando em prejuízo de R$ 500, mas isso não é fluxo de caixa).
Alternativa B (R$ 15.000,00): ❌ Incorreta. Pode ser o resultado de R$ 40.000 – R$ 25.000 (confundindo receita total com recebimento).
Alternativa C (R$ 21.500,00): ❌ Incorreta. Talvez oriundo de R$ 40.000 + R$ 14.000 – R$ 21.000 – R$ 2.000? (subtraindo depreciação como se fosse caixa).
Alternativa D (R$ 11.500,00): ❌ Incorreta. Pode ser 60% de R$ 40.000 = R$ 24.000 – R$ 21.000 + R$ 14.000 = R$ 17.000? não, 24-21+14=17; 11,5 é metade errada.
Alternativa E (R$ 17.000,00): ✅ Correta. Conforme demonstrado.