Referente aos planos de amostragem, considera-se como não probabilística a amostragem
Aaleatória simples
Bsistemática.
Cestratificada.
Dpor conglomerados.
Epor conveniência.
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GabaritoE — por conveniência.
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Amostragem probabilística e não probabilística
Gabarito: letra E. A amostragem por conveniência é o único plano listado em que a seleção dos elementos não segue critérios probabilísticos — o pesquisador escolhe os indivíduos pela facilidade de acesso e disponibilidade, sem que cada elemento da população tenha probabilidade conhecida e maior que zero de ser sorteado. As demais alternativas (aleatória simples, sistemática, estratificada e por conglomerados) são todas técnicas probabilísticas, nas quais a seleção é regida por sorteio ou regra objetiva que permite calcular a chance de inclusão de cada elemento.
A amostragem é o procedimento estatístico de selecionar um subconjunto da população para fazer inferências sobre ela. A divisão fundamental é entre amostragem probabilística (ou aleatória) e amostragem não probabilística (ou não aleatória). Na primeira, cada elemento da população tem probabilidade conhecida e maior que zero de ser selecionado, e a escolha é feita por mecanismos objetivos (sorteio, regra periódica, partição em grupos), o que permite calcular o erro amostral e generalizar os resultados com base na teoria das probabilidades. Na segunda, a seleção depende do julgamento, da conveniência ou da disponibilidade do pesquisador — não há base probabilística para a escolha, e por isso as inferências estatísticas formais ficam comprometidas.
As técnicas probabilísticas clássicas são: aleatória simples (todos os elementos têm a mesma chance de serem sorteados), sistemática (seleciona-se um ponto inicial aleatório e depois cada k-ésimo elemento), estratificada (a população é dividida em estratos homogêneos internamente e heterogêneos entre si, e de cada estrato se sorteia uma amostra) e por conglomerados (a população é dividida em grupos heterogêneos internamente e homogêneos entre si, e sorteiam-se conglomerados inteiros). Já as técnicas não probabilísticas mais comuns são: por conveniência (escolha por facilidade de acesso), por julgamento ou intencional (escolha baseada no conhecimento do pesquisador), por quotas (divisão em subgrupos com cotas proporcionais, mas sem sorteio dentro deles), voluntária (os próprios indivíduos se oferecem) e bola de neve (participantes indicam outros).
A pegadinha da banca está em exigir que o candidato reconheça qual técnica não é probabilística. Como a maioria dos planos estudados é probabilística, o candidato pode se confundir e marcar uma das técnicas clássicas. A chave é lembrar que a amostragem por conveniência é o exemplo mais citado de amostragem não probabilística — nela, o pesquisador simplesmente seleciona os elementos que estão mais acessíveis, sem qualquer mecanismo de sorteio.
Tipos de amostragem — só Probabilística: 4; só Não probabilística: 1; Probabilística∩Não probabilística: 0
Alternativa A — ❌ Incorreta
A amostragem aleatória simples é probabilística: todos os elementos da população têm a mesma probabilidade de serem selecionados, por meio de sorteio. É o tipo mais básico de amostragem probabilística.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A amostragem sistemática é probabilística: escolhe-se um ponto inicial aleatório e, a partir dele, seleciona-se cada k-ésimo elemento da população. A probabilidade de inclusão de cada elemento é conhecida (n/N).
Alternativa C — ❌ Incorreta
A amostragem estratificada é probabilística: a população é dividida em estratos homogêneos internamente, e dentro de cada estrato realiza-se uma amostragem aleatória simples. Cada elemento tem probabilidade conhecida de ser sorteado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A amostragem por conglomerados é probabilística: a população é dividida em conglomerados (grupos heterogêneos internamente), e sorteiam-se conglomerados inteiros para compor a amostra. A seleção dos conglomerados é feita por sorteio.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A amostragem por conveniência é não probabilística: os elementos são selecionados com base na disponibilidade e facilidade de acesso, sem qualquer mecanismo de sorteio. Não é possível calcular a probabilidade de inclusão de cada elemento, o que inviabiliza inferências estatísticas formais. É exatamente o que o enunciado pede.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os dois grandes grupos de técnicas. Como quatro das cinco alternativas são probabilísticas, o candidato pode marcar qualquer uma delas por reconhecer o nome — mas a questão pede justamente a exceção. A amostragem por conveniência é o exemplo clássico de técnica não probabilística, junto com a por julgamento, por quotas, voluntária e bola de neve. Memorize o par: probabilísticas = aleatória simples, sistemática, estratificada, conglomerados; não probabilísticas = conveniência, julgamento, quotas, voluntária, bola de neve. 💪