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Questão de Fisioterapia — Eletro-Termo-Fototerapia — FCC 2022

FisioterapiaEletro-Termo-Fototerapia
Código
fc065858
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Área Apoio - Fisioterapia
Um fisioterapeuta recebeu paciente hemiplégico apresentando espasticidade. Ele aventou a hipótese de utilizar a estimulação elétrica neuromuscular previamente à realização de exercícios para diminuir a espasticidade no referido paciente. Nesse caso:
  1. AA estimulação elétrica dos músculos espásticos com frequências de corrente elevadas poderá causar fadiga muscular e diminuir a espasticidade.
  2. BOs efeitos dos potenciais antidrômicos na musculatura antagonista poderão reduzir a espasticidade ativando interneurônios inibitórios.
  3. CTrajetos multisinápticos da medula espinhal serão ativados em conjunto com a desativação do reflexo de flexão e depressão pós-tetânica.
  4. DEle deveria desistir da ideia de utilizar este recurso, pois não existem evidências de que possa auxiliar o controle da espasticidade.
  5. EA espasticidade poderá ser controlada através da liberação de opioides endógenos nos níveis suprasegmentares no Sistema Nervoso Central.
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GabaritoA — A estimulação elétrica dos músculos espásticos com frequências de corrente elevadas poderá causar fadiga muscular e diminuir a espasticidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Espasticidade e Estimulação Elétrica Neuromuscular

Gabarito: letra A. O uso de estimulação elétrica neuromuscular (EENM) com frequências elevadas nos músculos espásticos pode induzir fadiga muscular, reduzindo temporariamente a espasticidade, conforme mecanismos fisiológicos e evidências científicas (revisão sistemática citada no Protocolo Clínico).

O contexto apresentado traz que a estimulação elétrica é uma terapia não medicamentosa para espasticidade, e uma revisão sistemática de 2015 sugere que a EENM associada a outras terapias pode reduzir a espasticidade. A alternativa A descreve corretamente um mecanismo: altas frequências levam à fadiga, e a fadiga muscular pode diminuir a hiperatividade reflexa.

Mecanismo / Efeito

Descrição

Relação com Espasticidade

Frequências elevadas (EENM)

Induzem contrações tetânicas e fadiga muscular

Reduz a excitabilidade do motoneurônio, diminuindo a espasticidade (Alternativa A - correta)

Potenciais antidrômicos

Ativam células de Renshaw (inibição recorrente) no mesmo músculo

Não atuam no antagonista; não é o mecanismo principal (Alternativa B - incorreta)

Depressão pós-tetânica / reflexo de flexão

Fenômeno sináptico; não há evidência de ativação específica pela EENM

Mecanismo não confirmado para redução da espasticidade (Alternativa C - incorreta)

Evidências científicas

Revisão sistemática (2015) sugere eficácia da EENM associada a outras terapias

Há evidências; a afirmação de inexistência é falsa (Alternativa D - incorreta)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A estimulação elétrica em altas frequências (acima de 50 Hz) provoca contrações tetânicas que, mantidas, causam fadiga muscular. A fadiga reduz a excitabilidade do motoneurônio, diminuindo a espasticidade. O próprio protocolo menciona que a estimulação elétrica pode reduzir a espasticidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa menciona potenciais antidrômicos na musculatura antagonista ativando interneurônios inibitórios. Embora potenciais antidrômicos possam ativar células de Renshaw (inibição recorrente), esse efeito ocorre no mesmo músculo estimulado, não no antagonista. Além disso, o objetivo da estimulação no paciente seria nos músculos espásticos (agonistas), não nos antagonistas. O mecanismo descrito não é o principal para redução da espasticidade com EENM.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação mistura conceitos: "desativação do reflexo de flexão" e "depressão pós-tetânica". A depressão pós-tetânica é um fenômeno sináptico, mas não há evidência de que a EENM ative trajetos multisinápticos específicos para desativar o reflexo de flexão. A redução da espasticidade ocorre mais por fadiga ou modulação de interneurônios, não por esse mecanismo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O contexto cita que "os resultados de uma revisão sistemática [...] sugerem que o uso de estimulação elétrica neuromuscular [...] pode reduzir a espasticidade". Portanto, há evidências, e a afirmação de que não existem evidências é falsa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A liberação de opioides endógenos é um mecanismo associado à estimulação elétrica de baixa frequência (como TENS) para analgesia, não para controle da espasticidade. A EENM para espasticidade não tem como mecanismo principal opioides suprassegmentares.

Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente um efeito fisiológico plausível e respaldado é a letra A.

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