Hipertensão arterial secundária: feocromocitoma
Gabarito: letra E. O quadro de picos hipertensivos associados a procedimentos/estresse e ao uso de propranolol (betabloqueador) sugere fortemente feocromocitoma. O exame de escolha para rastreio é a dosagem de metanefrinas urinárias (ou plasmáticas), tornando a alternativa E a correta.
A hipertensão paroxística é característica do feocromocitoma, tumor produtor de catecolaminas. O propranolol, ao bloquear beta-2, pode causar vasoconstrição não antagonizada por alfa, precipitando picos hipertensivos. As demais alternativas investigam outras causas de hipertensão secundária, que não se encaixam no caso.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O porfobilinogênio urinário é utilizado no diagnóstico de porfiria aguda intermitente, que cursa com dor abdominal e sintomas neuropsiquiátricos, não com hipertensão paroxística isolada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O ACTH sérico avalia o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, sendo útil na síndrome de Cushing (hipercortisolismo). Não há indicação para investigação de hipertensão paroxística.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O T4 livre é marcador de função tireoidiana. O hipertireoidismo pode causar taquicardia e aumento da pressão arterial sistólica, mas não picos hipertensivos como descritos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A relação aldosterona/renina é o exame de rastreio para hiperaldosteronismo primário (síndrome de Conn), que cursa com hipertensão persistente e hipocalemia, não com picos paroxísticos.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A dosagem de metanefrinas urinárias (ou fracionadas no plasma) é o método mais sensível e específico para diagnóstico de feocromocitoma. As metanefrinas são metabólitos das catecolaminas e estão elevadas na vigência do tumor, inclusive durante episódios de crise hipertensiva. O caso descrito (picos ao estresse e ao propranolol) é clássico para essa neoplasia.
Gabarito: letra E