Se analisarmos vários casos de pacientes com hiperpigmentação cutânea, ACTH elevado e cortisol diminuído encontraremos com maior probabilidade, dentre os abaixo, eletrocardiograma com onda
AT apiculada e diminuição das dimensões de ventrículo esquerdo.
BU e aumento das dimensões de ventrículo esquerdo.
CT apiculada e aumento das dimensões de ventrículo esquerdo.
DU e diminuição das dimensões de ventrículo esquerdo.
ET apiculada e hipervolemia.
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GabaritoA — T apiculada e diminuição das dimensões de ventrículo esquerdo.
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Insuficiência adrenal primária e alterações eletrocardiográficas
Gabarito: letra A. O quadro descrito (hiperpigmentação cutânea, ACTH elevado e cortisol diminuído) é clássico da insuficiência adrenal primária (Doença de Addison). Nessa condição, a deficiência de aldosterona leva à hiperpotassemia, que no ECG se manifesta como onda T apiculada (alta e simétrica). Além disso, a hipovolemia crônica tende a reduzir as dimensões do ventrículo esquerdo. Portanto, a alternativa A associa corretamente esses dois achados.
1Insuficiência adrenal primária
2Deficiência de aldosterona
3Hiperpotassemia
4Onda T apiculada no ECG
5Hipovolemia crônica
6Diminuição das dimensões do VE
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Análise das alternativas
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A hiperpotassemia (comum na Addison) provoca onda T apiculada, e a hipovolemia contribui para a diminuição das dimensões do ventrículo esquerdo. Essa combinação é a mais esperada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A onda U é característica da hipopotassemia, e não da hiperpotassemia presente na Addison. Além disso, o aumento do ventrículo esquerdo não é esperado; há tendência à redução.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora a onda T apiculada esteja correta, o aumento das dimensões do ventrículo esquerdo não é compatível com o estado de hipovolemia da insuficiência adrenal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Apresenta onda U (hipopotassemia) – erro patognomônico – e diminuição das dimensões do VE. A onda U invalida a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A onda T apiculada está correta, mas a hipervolemia é oposta ao que ocorre na Addison, que cursa com hipovolemia e depleção de volume.
Resumo dos achados eletrocardiográficos na hiperpotassemia
Tabela A1.11 (fonte do material de apoio): Hiperpotassemia → K > 5,5 → onda T alta e apiculada. K > 6,5 → QRS alargado; K > 7 → onda P reduzida; K > 8 → desaparecimento da onda P; K > 10 → ritmo irregular; K entre 12-14 → TV ou assistolia.
Já a hipopotassemia (descartada) produz onda U proeminente.
Conclusão
A questão exigia correlacionar o distúrbio endócrino (Addison) com as alterações eletrocardiográficas típicas. A hiperpotassemia gera onda T apiculada, e o estado de hipovolemia crônica reduz as câmaras cardíacas. A alternativa A é a única que reúne esses dois elementos.