Conversão de discurso direto para indireto
Gabarito: letra D. A questão exige a transposição da fala do personagem (discurso direto) para o discurso indireto. No trecho original, a pergunta é: “Estou no Céu?”, ele poderia muito bem se perguntar, “Ou, talvez, no Inferno?”. Na conversão, o verbo estar (presente do indicativo) deve passar para o condicional (estaria) por concordância com o verbo introdutor poderia (pretérito imperfeito do subjuntivo / futuro do pretérito). Além disso, a interrogação dupla é reorganizada com o pronome onde (lugar) e a conjunção se (se…ou se…). Apenas a alternativa D atende a essas regras.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Mantém o presente "estou" e "é", sem a devida transposição temporal exigida pelo discurso indireto. Além disso, a estrutura com dois pontos e interrogação direta não corresponde à forma indireta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Também conserva o presente "estou", o que é inadequado. O uso de "quem sabe" não aparece no discurso indireto — é uma expressão coloquial que descaracteriza a transposição.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Emprega o advérbio "aonde" (indicando movimento), enquanto o contexto exige "onde" (situação estática). Há ainda a manutenção de "talvez" , que no discurso indireto seria suprimido ou transformado. A construção fica confusa.
Alternativa D — ✅ Correta
Usa corretamente o condicional "estaria" , o pronome "onde" e as conjunções "se…ou se…" , estruturadas de forma clara e gramaticalmente adequada ao discurso indireto. A pontuação final com ponto final é apropriada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O futuro "haverá de estar" não se justifica, pois o verbo introdutor "poderia" remete a um tempo passado/hipotético, exigindo, no máximo, o condicional. Além disso, a pergunta original não expressa um evento futuro.
Gabarito: letra D