Em um paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica que apresenta mais de 2 exacerbações anuais e espirometria com VEF 1 = 58%, tem a indicação de corticosteroides inalatórios associados a broncodilatadores de longa duração, principalmente se
Aassociado a deficiência de alfa-1 antitripsina.
Bpneumonias de repetição.
Cpresença de eosinófilos no escarro.
Dhistória de asma ou associado a eosinófilos > 300/mL.
Eassociado à apneia obstrutiva do sono.
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GabaritoD — história de asma ou associado a eosinófilos > 300/mL.
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Tratamento da DPOC: Indicação de Corticoides Inalatórios
Gabarito: letra D. A indicação de corticoides inalatórios (CI) associados a broncodilatadores de longa duração na DPOC exige exacerbações frequentes (≥2/ano) e, principalmente, a presença de eosinofilia periférica ≥300 células/µL ou história de asma, conforme as diretrizes da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). A alternativa D é a única que contempla corretamente esses critérios.
As demais alternativas apresentam condições que não são indicações primárias para CI na DPOC, seja por não haver benefício comprovado ou por contraindicação relativa.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A deficiência de alfa-1 antitripsina é uma causa genética de enfisema, mas seu tratamento específico é a reposição enzimática, não a introdução de corticoides inalatórios. A presença dessa deficiência não é critério isolado para uso de CI na DPOC.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Pneumonias de repetição são uma contraindicação relativa ao uso de CI, pois esses medicamentos aumentam o risco de pneumonia. Portanto, não seria uma razão para indicá-los.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora a eosinofilia seja um biomarcador importante, a diretriz GOLD se baseia na contagem de eosinófilos no sangue periférico, não no escarro. A alternativa troca o local de análise, o que invalida a assertiva.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A combinação de história de asma (que indica fenótipo Th2 responsivo a CI) ou eosinófilos sanguíneos >300/µL é exatamente o que as diretrizes apontam como preditores de maior benefício com corticoides inalatórios na DPOC com exacerbações frequentes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A apneia obstrutiva do sono (SAOS) é comorbidade comum na DPOC (overlap syndrome), mas não é indicação específica para CI. O tratamento da SAOS envolve CPAP, não corticoides inalatórios.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa C pode parecer atrativa, mas a banca troca o local do biomarcador: eosinófilos no escarro (não validado) em vez de eosinófilos no sangue periférico (recomendado pelo GOLD). Fique atento a esse detalhe — a diretriz é clara ao usar contagem sanguínea.