São os fatores predisponentes para o tromboembolismo pulmonar:
AIdade inferior a 40 anos e viagem aérea de mais de 2 horas há 1 mês.
BHipercolesterolemia e neoplasia de mama.
CCirurgia nos últimos 6 meses e anticoncepcionais.
DHipercolesterolemia e fator V de Leyden.
EViagem aérea por mais de 4 horas, nos últimos 3 meses e anticoncepcionais.
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GabaritoE — Viagem aérea por mais de 4 horas, nos últimos 3 meses e anticoncepcionais.
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Tromboembolismo Pulmonar – Fatores Predisponentes
Gabarito: letra E. O tromboembolismo pulmonar (TEP) faz parte do espectro do tromboembolismo venoso (TEV). Seus fatores de risco clássicos incluem imobilização prolongada (viagens aéreas >4 horas), cirurgia recente, neoplasia ativa, uso de anticoncepcionais orais, trombofilias (fator V de Leyden), idade avançada (>40 anos) e obesidade. A alternativa E combina dois fatores bem estabelecidos: viagem aérea prolongada (>4 horas nos últimos 3 meses) e uso de anticoncepcionais. As demais apresentam elementos que não são fatores de risco (hipercolesterolemia, idade inferior a 40 anos) ou prazos inadequados.
Fator Predisponente
Relação com TEP
Prazo/Contexto de Risco
Viagem aérea prolongada
Fator de risco clássico
Duração >4 horas; risco maior nas primeiras 2 semanas após a viagem
Anticoncepcionais orais
Fator de risco clássico
Uso contínuo
Idade avançada (>40 anos)
Fator de risco clássico
Risco aumenta com a idade
Cirurgia recente
Fator de risco clássico
Risco maior até 3 meses após o procedimento
Neoplasia ativa
Fator de risco clássico
Câncer ativo (ex.: mama)
Trombofilias (ex.: fator V de Leyden)
Fator de risco clássico
Condição hereditária
Hipercolesterolemia
Não é fator de risco
Relacionada a doença arterial coronariana, não a TEV
Idade inferior a 40 anos
Não é fator de risco
Risco menor nessa faixa etária
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que idade inferior a 40 anos e viagem aérea de >2 horas há 1 mês são fatores predisponentes. Idade inferior a 40 anos não é fator de risco; o risco de TEV aumenta com a idade, especialmente após os 40 anos. A viagem aérea de >2 horas é insuficiente – considera-se risco para viagens com duração >4 horas. Além disso, o período de 1 mês já ultrapassa a janela de maior risco (primeiras 2 semanas após a viagem).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Apresenta hipercolesterolemia e neoplasia de mama. Hipercolesterolemia é fator de risco para doença arterial coronariana, não para TEV. Neoplasia de mama (câncer ativo) é fator de risco, mas a alternativa como um todo está errada por incluir um elemento que não predispõe ao TEP.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Cita cirurgia nos últimos 6 meses e anticoncepcionais. Cirurgia recente é fator de risco, mas o período de maior risco é até 3 meses; após 6 meses o risco já retornou próximo ao basal. Anticoncepcionais orais são fator de risco. No entanto, a banca considera o prazo de 6 meses inadequado, tornando a afirmativa incorreta frente à literalidade do conhecimento atual.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Novamente hipercolesterolemia associada a fator V de Leyden. Hipercolesterolemia não é fator de risco para TEV. Fator V de Leyden (trombofilia hereditária) é um fator de risco bem estabelecido, mas a alternativa falha por incluir um fator não relacionado.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Viagem aérea por mais de 4 horas nos últimos 3 meses e anticoncepcionais. A imobilização prolongada em viagens >4 horas aumenta o risco de TEV, especialmente nas primeiras 2 semanas após a viagem, mas permanece elevado por até 3 meses. Anticoncepcionais orais combinados (estrogênio) são fator de risco independente. Portanto, a alternativa reúne dois fatores clássicos e corretamente descritos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca insere fatores de risco para doença arterial (hipercolesterolemia, idade < 40 anos) como se fossem para TEV, e usa prazos inadequados (2 horas de voo, 6 meses de cirurgia). O candidato deve lembrar que a tríade de Virchow (estase, lesão endotelial, hipercoagulabilidade) guia os fatores de risco venosos.