Paciente diabético insulinodependente desenvolveu hepatomegalia e ascite com elevações discretas das transaminases e albumina de 3,2 g/dL. As sorologias para as hepatites viróticas são negativas e não tem história de alcoolismo. É correto afirmar:
AResistência a insulina é um dos fatores de predisposição a esteato-hepatite não alcoólica.
BElevações da ferritina e saturação de transferrina acima de 50% confirmam o diagnóstico de hemocromatose.
COsteoporose é mais frequente na esteato-hepatite não alcoólica que na hemocromatose.
DCirrose é esperada em 30% dos pacientes com esteato-hepatite não alcoólica.
EA tomografia é o melhor método para avaliar o conteúdo de ferro hepático.
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GabaritoA — Resistência a insulina é um dos fatores de predisposição a esteato-hepatite não alcoólica.
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Esteato-hepatite não alcoólica e hemocromatose
Gabarito: letra A. A resistência à insulina é um fator de predisposição para esteato-hepatite não alcoólica (NASH), quadro compatível com a apresentação clínica do paciente (diabético, hepatomegalia, ascite, transaminases discretas, exclusão de hepatites virais e álcool).
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A resistência insulínica, frequentemente presente em diabéticos, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da esteato-hepatite não alcoólica (NASH). O paciente descrito tem diabetes insulinodependente e quadro clínico compatível com NASH.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Elevações de ferritina e saturação da transferrina são exames de rastreio para hemocromatose, mas não confirmam o diagnóstico. A confirmação requer teste genético para mutação do gene HFE ou biópsia hepática com índice de ferro hepático.
Alternativa C — ❌ Incorreta
É o contrário: a osteoporose é mais frequente na hemocromatose (devido à sobrecarga de ferro e hipogonadismo) do que na esteato-hepatite não alcoólica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A cirrose não é esperada em 30% dos pacientes com NASH. Estudos mostram progressão para cirrose em cerca de 10-20% dos casos em um período de 10-20 anos. O percentual de 30% é superestimado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O melhor método de imagem para avaliar o conteúdo de ferro hepático é a ressonância magnética (com sequências T2* ou susceptibilidade magnética). A tomografia computadorizada não é adequada para essa finalidade.
PEGA ESSA DICA!
Nos estudos de doença hepática, decore os pontos-chave: (1) confirmação de hemocromatose é genética, não laboratorial; (2) osteoporose é mais comum na hemocromatose; (3) a cirrose na NASH ocorre em minoria (≈10-20%); (4) a ressonância magnética é o padrão-ouro para ferro hepático.