Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FCC 2022
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
fc067135
Banca
FCC
Órgão
TRT - 5ª Região (BA)
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Medicina
A utilização de tromboprofilaxia está indicada na circunstância abaixo:
AHeterozigose para fator V de Leyden.
BRetocolite ulcerativa em atividade e com diarreia com sangue.
CAntifosfolípide positivo, sem abortamentos, tromboses venosas ou arteriais.
DAdenocarcinoma de pâncreas.
EFibrilação atrial paroxística.
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GabaritoB — Retocolite ulcerativa em atividade e com diarreia com sangue.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Tromboprofilaxia
Gabarito: letra B. A retocolite ulcerativa em atividade (com diarreia com sangue) é uma condição inflamatória intestinal que aumenta significativamente o risco de tromboembolismo venoso, especialmente durante as exacerbações. Pacientes hospitalizados com colite ulcerativa ativa devem receber tromboprofilaxia farmacológica (heparina). As demais alternativas representam situações em que a profilaxia não está rotineiramente indicada sem outros fatores de risco adicionais.
A banca testa o conhecimento das indicações clínicas para profilaxia de trombose venosa profunda (TVP)/embolia pulmonar (TEP) em cenários específicos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Heterozigose para fator V de Leiden é uma trombofilia hereditária de baixo risco. Isoladamente, não justifica tromboprofilaxia primária, a menos que associada a outro fator de risco (cirurgia, imobilização, gestação, etc.). A profilaxia é indicada apenas em situações de alto risco (ex.: homozigose, dupla heterozigose com outros fatores).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A doença inflamatória intestinal (DII), principalmente a retocolite ulcerativa em atividade, confere risco elevado de TEV (tromboembolismo venoso). Diarreia com sangue indica atividade inflamatória. Diretrizes recomendam tromboprofilaxia farmacológica durante a internação por exacerbação da DII.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Anticorpo antifosfolípide positivo sem história de trombose ou perdas gestacionais não é indicação de profilaxia. O diagnóstico de síndrome antifosfolípide requer critérios clínicos (trombose ou morbidade gestacional) associados à persistência do anticorpo. Portanto, nesse caso, não há indicação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Adenocarcinoma de pâncreas é um câncer de alto risco para trombose, mas a tromboprofilaxia ambulatorial só é recomendada em pacientes selecionados com alto risco (Khorana ≥2) e sem contraindicação. Não é indicação universal. Em âmbito hospitalar, pacientes oncológicos internados devem receber profilaxia, mas não pela simples presença do câncer sem outros fatores.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Fibrilação atrial paroxística requer anticoagulação (não profilaxia mecânica ou heparina) para prevenção de AVC, com base no CHA2DS2-VASc. O termo "tromboprofilaxia" geralmente refere-se à prevenção de TEV em pacientes hospitalizados, e não à anticoagulação para FA. Além disso, a FA paroxística por si só não decide anticoagulação – depende do escore. Portanto, não se encaixa na circunstância do enunciado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca confunde trombofilia de baixo risco (fator V Leiden heterozigoto) com indicação de profilaxia, e também coloca situações que parecem de alto risco (câncer, FA) mas que não são indicações automáticas de tromboprofilaxia primária no contexto hospitalar. A chave é identificar o cenário de internação por doença inflamatória intestinal ativa – única alternativa que claramente demanda profilaxia.