Questão de Geografia — Geografia Política — FCC 2022
Geografia›Geografia Política
Código
fc067264
Banca
FCC
Órgão
TRT - 5ª Região (BA)
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Serviço Social
A estrutura da sociedade capitalista é centrada no modo de produção e, portanto, na categoria I, as mudanças contemporâneas apresentam um novo cenário nas relações laborais, sendo a invasão da/o II a centralidade que mudou radicalmente o modelo de produção industrial. A/O III do capital ganha espaço em um processo pautado pela tecnologia e pela/o IV.
Completam as lacunas I, II, III e IV, correta e respectivamente,
AI - globalizaçãoII - tecnologiaIII - trabalhoIV - financeirização
BI - financeirizaçãoII - tecnologiaIII - globalizaçãoIV - trabalho
CI - tecnologiaII - globalizaçãoIII - financeirizaçãoIV - trabalho
DI - trabalhoII - tecnologiaIII - financeirizaçãoIV - globalização
EI - globalizaçãoII - trabalhoIII - tecnologiaIV - financeirização
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GabaritoD — I - trabalho
II - tecnologia
III - financeirização
IV - globalização
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Reestruturação produtiva e financeirização do capital
Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que completa corretamente as lacunas: a estrutura da sociedade capitalista é centrada no modo de produção e, portanto, na categoria trabalho; as mudanças contemporâneas apresentam um novo cenário nas relações laborais, sendo a invasão da tecnologia a centralidade que mudou radicalmente o modelo de produção industrial; a financeirização do capital ganha espaço em um processo pautado pela tecnologia e pela globalização. A questão articula conceitos centrais da Geografia Econômica e da Sociologia do Trabalho: a centralidade do trabalho na produção capitalista, a revolução tecnológica que reestrutura a indústria, a financeirização como nova lógica de acumulação e a globalização como processo que integra mercados e fluxos.
A banca cobra a compreensão das transformações do capitalismo contemporâneo, especialmente a reestruturação produtiva. O ponto de partida é a categoria trabalho: na teoria social crítica, o trabalho é o fundamento da sociedade capitalista, pois é por meio dele que se produz valor. As mudanças recentes não eliminam essa centralidade, mas a reconfiguram: a tecnologia (automação, robótica, informática) invade o processo produtivo, alterando a organização do trabalho e as relações laborais — é o que se chama de reestruturação produtiva, que substitui o modelo fordista/taylorista por formas mais flexíveis. Nesse novo cenário, o capital se valoriza cada vez mais na esfera financeira: a financeirização é a predominância do capital fictício, dos investimentos em ações, títulos e derivativos, em detrimento do investimento produtivo. Esse processo é impulsionado pela globalização, que integra mercados, liberaliza fluxos de capital e difunde tecnologias em escala mundial.
A pegadinha da questão está na ordem das lacunas: o candidato pode ser tentado a colocar "globalização" na primeira lacuna, pois é um termo muito associado às mudanças contemporâneas. Mas o enunciado fala em "categoria" — e a categoria central da sociedade capitalista, na perspectiva crítica, é o trabalho. Além disso, a "invasão" que muda o modelo de produção industrial é claramente a tecnologia, não a globalização ou o trabalho. A financeirização e a globalização completam o quadro, respectivamente, como nova lógica do capital e como processo que a viabiliza.
1Trabalho (categoria central)
2Tecnologia (invade a indústria)
3Financeirização (nova lógica)
4Globalização (contexto)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao colocar globalização na lacuna I. A categoria central da sociedade capitalista, centrada no modo de produção, é o trabalho, não a globalização. A globalização é um processo histórico-geográfico que intensifica as trocas e fluxos, mas não é a categoria fundante da produção capitalista.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao colocar financeirização na lacuna I. A financeirização é uma característica do capitalismo contemporâneo, mas não é a categoria central do modo de produção. Além disso, a lacuna II pede o que "invadiu" o modelo de produção industrial — e isso é a tecnologia, não a globalização. A alternativa inverte a lógica: a financeirização é consequência, não fundamento.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra ao colocar tecnologia na lacuna I. A tecnologia é o elemento que invade o processo produtivo (lacuna II), não a categoria central da sociedade capitalista. A lacuna III pede o que "ganha espaço" no capital — e isso é a financeirização, não a globalização. A alternativa troca os papéis de tecnologia e trabalho.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Completa corretamente as lacunas: trabalho (categoria central do modo de produção), tecnologia (invasão que reestrutura a indústria), financeirização (nova lógica do capital) e globalização (processo que pauta a tecnologia e a financeirização). A sequência reflete a análise crítica do capitalismo contemporâneo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra ao colocar globalização na lacuna I e trabalho na lacuna II. A categoria central é o trabalho, e a invasão que muda o modelo industrial é a tecnologia. A alternativa inverte os dois primeiros termos, o que compromete toda a sequência.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a associação automática entre "mudanças contemporâneas" e "globalização". O candidato que não domina a teoria crítica tende a colocar globalização na primeira lacuna, mas o enunciado fala em "categoria" — e a categoria central da sociedade capitalista é o trabalho. Fique atento: a ordem das lacunas segue uma lógica (fundamento → transformação → nova lógica → processo), e cada termo tem um lugar específico.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre reestruturação produtiva, monte um esquema mental: trabalho (categoria central) → tecnologia (transforma o processo) → financeirização (nova acumulação) → globalização (contexto). Essa sequência aparece com frequência em provas de Geografia e Sociologia. Se a alternativa trouxer "globalização" como categoria central, desconfie — ela é o processo, não o fundamento.