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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc067442
Banca
FCC
Órgão
TRT - 5ª Região (BA)
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Área Judiciária
Está absolutamente correta a redação da seguinte frase:
  1. AAo desespero seguiu-se a paz cuja descrença o menino se aproveitou para seguir sua vida.
  2. BAo dizer que “não tem nenhum intermediário”, Millôr acentua o caráter de sua plena solidão.
  3. C“Não há interface” é a convicção de cuja o menino Millôr assume ao perder os pais.
  4. DAo se deparar, com a morte dos pais, o menino interviu em seu próprio destino.
  5. ELucidez, humor e crítica são ingredientes onde raramente conseguem conciliar-se.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Ao dizer que “não tem nenhum intermediário”, Millôr acentua o caráter de sua plena solidão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Correção gramatical e adequação ao texto

Gabarito: letra B. A única frase com redação absolutamente correta é a B: "Ao dizer que 'não tem nenhum intermediário', Millôr acentua o caráter de sua plena solidão." A passagem do texto que a sustenta é:

"sou eu e o destino, não tem nenhum intermediário"

E a ideia de solidão decorre do contexto: a "paz da descrença" e a ausência de "interface" reforçam a solidão plena do sujeito. A frase é gramaticalmente impecável, com uso adequado da crase (implícita em "ao dizer"), da pontuação e da regência.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Ao desespero seguiu-se a paz cuja descrença o menino se aproveitou para seguir sua vida."

Erro: uso incorreto do pronome relativo "cuja". Este exige que o termo possuído (descrença) seja imediatamente seguido de um possessivo ou de uma relação de posse. No texto, a expressão é "a paz da descrença" (paz que é da descrença), e não "paz cuja descrença". A construção fere a norma culta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"“Não há interface” é a convicção de cuja o menino Millôr assume ao perder os pais."

Erro: novamente o pronome "cuja" é mal empregado. A forma correta seria "convicção da qual" ou "convicção de que". Além disso, a referência ao menino Millôr é desnecessária e o trecho não encontra respaldo no texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Ao se deparar, com a morte dos pais, o menino interviu em seu próprio destino."

Erro: o verbo "intervir" no pretérito perfeito é "interveio", e não "interviu". Também há vírgula inadequada após "deparar". A frase é gramaticalmente incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Lucidez, humor e crítica são ingredientes onde raramente conseguem conciliar-se."

Erro: o advérbio "onde" indica lugar físico; aqui deveria ser usado "que" ou "em que" (ingredientes que raramente conseguem conciliar-se). Também há redundância em "conseguem conciliar-se".

Conclusão: A única alternativa que respeita a norma culta e se alinha ao texto é a B. As demais apresentam desvios gramaticais claros, como uso indevido de "cuja", conjugação errada de "intervir" e emprego incorreto de "onde".

Gabarito: letra B

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